Ausência de Lula no Plano Safra gera críticas da Frente Agropecuária
Ausência de Lula no Plano Safra gera críticas da FPA

A ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no lançamento do Plano Safra 2026/2027 gerou forte reação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Pela primeira vez desde o início de seu mandato, Lula não participou da cerimônia de apresentação do programa, que ocorreu em Brasília. O presidente estava em viagem ao Paraguai para a 68ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul.

Críticas da FPA à ausência e à divisão do setor

Representantes da FPA criticaram a ausência de Lula e também não compareceram ao evento. Segundo o deputado Pedro Lupion (PP-PR), presidente da FPA, o governo promove uma divisão ideológica no setor agropecuário. “Não precisa de divisão ideológica. O agro é um setor estratégico para o país e precisa ser tratado com unidade”, afirmou.

Lupion também destacou que a FPA não foi convidada para o lançamento, o que considera um desrespeito. “O plano foi apresentado de forma fechada, sem diálogo com o Congresso e com o setor produtivo”, completou.

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Participação de Alckmin e ministro da Agricultura

O vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, representaram o governo no evento. Eles apresentaram os detalhes do plano, que prevê R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial na safra 2026/2027. O valor representa um aumento em relação ao ano anterior, mas a FPA questiona a eficiência do programa.

“O plano tem recursos, mas falta efetividade. O produtor rural precisa de crédito acessível e seguro, não de promessas”, criticou Lupion.

Ausência histórica de Lula

Esta foi a primeira vez que Lula faltou ao lançamento do Plano Safra desde que assumiu a Presidência. Em anos anteriores, o presidente sempre compareceu ao evento, reforçando a importância do agronegócio para a economia brasileira. A ausência deste ano foi interpretada como um sinal de distanciamento do governo em relação ao setor.

O Plano Safra é o principal instrumento de financiamento do agronegócio brasileiro, e seu lançamento costuma ser um ato simbólico de apoio do governo ao setor. A crítica da FPA reflete a insatisfação com a falta de diálogo e com a orientação política do atual governo.

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