Associação repudia ataques de Paulo Figueiredo a jornalistas
Associação repudia ataques de Paulo Figueiredo

A Associação Brasileira de Jornalismo (ABJ) emitiu nota pública nesta quinta-feira repudiando os ataques proferidos pelo comentarista Paulo Figueiredo contra profissionais da imprensa. A entidade classifica as declarações como "grave incitação ao ódio e à intimidação" e alerta para os riscos à liberdade de expressão no país.

Conteúdo dos ataques

Durante programa transmitido por uma rede de televisão, Figueiredo chamou jornalistas de "vendidos" e "inimigos da nação", além de sugerir que deveriam ser "tratados com rigor". A fala gerou imediata reação de sindicatos e organizações de defesa da imprensa.

Segundo a ABJ, as declarações não apenas desrespeitam o trabalho jornalístico, mas também criam um ambiente de hostilidade que pode incentivar agressões físicas e verbais contra profissionais. "Não se trata de crítica legítima, mas de um discurso que deliberadamente estimula o ódio e coloca jornalistas em risco", afirmou a presidente da associação, Maria Silva.

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Reação das entidades

Diversas organizações, incluindo a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), também manifestaram solidariedade aos profissionais atacados. Em nota, a FENAJ destacou que "a liberdade de imprensa é um pilar da democracia e não pode ser relativizada por ataques infundados".

O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal protocolou representação junto ao Ministério Público Federal pedindo investigação por incitação ao ódio. Até o momento, Paulo Figueiredo não se manifestou sobre as críticas.

Contexto de intimidação

Especialistas apontam que os ataques a jornalistas têm se tornado recorrentes no Brasil, especialmente em períodos eleitorais. Dados do Instituto de Estudos da Mídia indicam que, em 2025, foram registrados mais de 300 casos de agressões verbais ou ameaças a jornalistas, um aumento de 15% em relação ao ano anterior.

"A repetição de discursos agressivos contra a imprensa contribui para um clima de medo e autocensura, afetando a qualidade da informação que chega à população", analisa a pesquisadora Ana Souza, especialista em liberdade de expressão.

Posicionamento oficial

A ABJ conclui a nota reiterando seu compromisso com a defesa intransigente da liberdade de imprensa e cobrando das autoridades medidas para coibir tais condutas. "Não aceitaremos que o exercício do jornalismo seja tratado como crime ou que colegas sejam intimidados por cumprir seu dever", afirmou Maria Silva.

A entidade convoca a sociedade a se mobilizar em defesa do jornalismo independente e repudiar qualquer tentativa de silenciar a imprensa.

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