Aliados de Lula veem constrangimento e defendem saída de Jaques Wagner da liderança no Senado
Aliados de Lula defendem saída de Wagner da liderança no Senado

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso Nacional e no Palácio do Planalto defendem que o senador Jaques Wagner (PT-BA) entregue a liderança do governo no Senado. A avaliação é que, enquanto ele permanecer no cargo, a oposição terá munição para atacar o presidente e o governo como um todo, gerando um 'constrangimento' político.

Pressão interna cresce

Nos bastidores, a insatisfação com a atuação de Wagner tem aumentado. Aliados apontam que o senador baiano não tem conseguido articular com eficiência a base governista no Senado, além de ser alvo constante de críticas da oposição. A situação se agravou após episódios recentes em que Wagner foi duramente questionado por senadores de oposição durante sessões plenárias.

Estratégia de comunicação

Integrantes do governo avaliam que a saída de Wagner poderia ajudar a reduzir o desgaste político e melhorar a comunicação do Executivo com o Legislativo. Um nome cotado para substituí-lo é o do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que já exerceu funções de liderança e tem bom trânsito entre diferentes espectros políticos.

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Procurado, o senador Jaques Wagner não se manifestou oficialmente sobre o assunto. A assessoria do Palácio do Planalto também não comentou as movimentações internas. A expectativa é que uma definição ocorra nos próximos dias, após reuniões entre Lula e líderes partidários.

A possível troca na liderança do governo no Senado ocorre em um momento de tensão entre os Poderes, com pautas polêmicas em tramitação, como a reforma tributária e o novo marco fiscal. A oposição, por sua vez, tem explorado ao máximo as dificuldades de articulação do governo para enfraquecer a base aliada.

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