Trump anuncia acordo de desarmamento completo do Hamas
Trump anuncia acordo de desarmamento completo do Hamas

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (30) que um 'conselho de paz' internacional, composto por representantes dos Estados Unidos, Egito, Catar e Arábia Saudita, alcançou um acordo para o desarmamento completo do grupo palestino Hamas. A declaração foi feita em uma coletiva de imprensa em Mar-a-Lago, na Flórida.

Detalhes do acordo

Segundo Trump, o acordo prevê a entrega de todas as armas pesadas e foguetes do Hamas, estimados em mais de 5.000 unidades, além do fechamento de fábricas de munições em Gaza. O processo será supervisionado por uma força de paz da ONU, com apoio logístico do Egito. 'Este é um passo monumental para a paz no Oriente Médio. O Hamas concordou em se desarmar completamente em troca de um amplo pacote de reconstrução de Gaza e da retirada gradual das forças israelenses da Faixa de Gaza', afirmou Trump.

Reações e impacto

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, saudou o acordo como 'um avanço significativo para a segurança da região', mas ressaltou que Israel manterá o direito de se defender. Já o porta-voz do Hamas, Sami Abu Zuhri, confirmou o compromisso, mas alertou que o desarmamento depende do cumprimento integral das contrapartidas internacionais. 'Se a comunidade internacional cumprir sua parte, o Hamas entregará suas armas como um gesto de boa vontade', declarou.

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Números e contexto

O acordo envolve um montante de US$ 5 bilhões em ajuda para reconstrução, financiado por Estados Unidos, União Europeia e países do Golfo. Cerca de 2.000 soldados da ONU serão destacados para monitorar o cumprimento. Trump afirmou que as negociações duraram seis meses e contaram com a mediação do ex-enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Jason Greenblatt. 'Este é o maior acordo de desarmamento desde a Guerra Fria', disse Trump.

Próximos passos

A primeira fase do acordo começa em 90 dias, com a entrega de 50% dos foguetes. Em um ano, todo o arsenal do Hamas deverá estar desativado. O acordo também prevê a abertura de passagens de fronteira e o início de projetos de infraestrutura em Gaza. Analistas internacionais apontam que o acordo pode reconfigurar o cenário político regional, mas alertam para desafios de implementação.

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