As negociações por uma trégua na Faixa de Gaza registraram avanços significativos, de acordo com fontes próximas às conversas. No entanto, uma autoridade israelense negou que haja progresso concreto. A informação contraditória surge em meio a novos ataques israelenses que mataram ao menos seis palestinos nesta quinta-feira, incluindo duas crianças, conforme relataram profissionais de saúde locais.
Avanço negado por Israel
Segundo fontes diplomáticas que acompanham as negociações mediadas por Egito e Catar, as partes estariam próximas de um acordo para uma pausa humanitária de curto prazo. As conversas, realizadas nos últimos dias, teriam abordado a troca de prisioneiros e a entrada de ajuda humanitária. Contudo, uma autoridade israelense, que falou sob condição de anonimato, afirmou à imprensa que "não há nenhum avanço significativo" e que as exigências do Hamas ainda são consideradas "inaceitáveis".
Ataques continuam
Apesar das negociações, os bombardeios israelenses não cessaram. Na manhã de quinta-feira, ataques aéreos atingiram residências no campo de refugiados de Al-Shati, na Cidade de Gaza. Equipes de resgate retiraram seis corpos dos escombros, incluindo os de duas crianças de 4 e 7 anos. Pelo menos 15 pessoas ficaram feridas, algumas em estado grave. Os profissionais de saúde alertam que o número de vítimas pode aumentar, pois muitos corpos ainda estariam soterrados.
Impacto humanitário
Os confrontos já duram mais de 10 meses, desde outubro de 2025. Mais de 38 mil palestinos foram mortos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza. A infraestrutura da região está severamente danificada, com hospitais operando com capacidade reduzida e escassez de alimentos e água potável. As negociações por uma trégua são vistas como essenciais para permitir a entrega de ajuda humanitária em larga escala. Organizações internacionais, como a ONU, pressionam por um cessar-fogo imediato.
Reações internacionais
A comunidade internacional acompanha com preocupação os desdobramentos. Os Estados Unidos manifestaram apoio aos esforços de mediação, mas ressaltaram o direito de Israel de se defender. Já a Liga Árabe condenou os ataques mais recentes e pediu a intervenção do Conselho de Segurança da ONU. O Egito, que faz fronteira com Gaza, alertou para o risco de uma escalada regional caso as negociações fracassem.



