O plano de paz para Gaza apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como o início de um 'novo Oriente Médio', enfrenta sérias dificuldades para sair do papel. A proposta, que previa o envio de 20 mil soldados internacionais para garantir a segurança e a reconstrução do território palestino, começou com apenas 10 a 20 militares marroquinos, segundo fontes oficiais.
Violência persiste durante implementação do plano
Enquanto o plano engatinha, a violência na região continua. Um motorista que transportava ajuda humanitária foi morto por soldados israelenses, gerando críticas de organizações de direitos humanos. A vítima, cuja identidade não foi revelada, trabalhava para uma agência de auxílio internacional e foi atingida por disparos quando passava por um posto de controle militar.
Israel afirma que o incidente está sendo investigado, mas não suspendeu as operações militares em Gaza. Desde o início do conflito com o Hamas, mais de 40 mil palestinos foram mortos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo grupo.
Reconstrução prometida estagnada
A reconstrução de Gaza, um dos pilares do plano de paz, também enfrenta obstáculos. A promessa de bilhões de dólares em investimentos internacionais não se concretizou, e a infraestrutura local continua em ruínas. Escolas, hospitais e moradias destruídas pelos bombardeios israelenses ainda não foram reconstruídas.
O governo Trump insiste que o plano está em andamento, mas críticos apontam que a falta de tropas e a continuidade da violência inviabilizam qualquer progresso. 'É um plano de paz sem paz', afirmou um diplomata europeu sob condição de anonimato.
Reações internacionais
A comunidade internacional reagiu com ceticismo ao plano. A União Europeia pediu o fim imediato das hostilidades e a proteção de civis, enquanto a Liga Árabe classificou a proposta como 'insuficiente' e 'desconectada da realidade'. O Hamas, que não foi incluído nas negociações, rejeitou o plano e prometeu continuar a resistência.
Enquanto isso, a população de Gaza sofre com a falta de alimentos, água potável e eletricidade. A ONU alertou que a crise humanitária se agrava a cada dia, com mais de 80% da população dependendo de ajuda internacional.



