Um comitê de investigação contratado pela Organização das Nações Unidas (ONU) apontou nesta terça-feira (23) que Israel alvejou crianças deliberadamente na Faixa de Gaza durante a guerra contra o grupo terrorista Hamas. O governo israelense negou a acusação.
Relatório da Comissão de Inquérito
O comitê, chamado Comissão de Inquérito sobre o Território Palestino Ocupado, é formado por juristas e investigadores convocados pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU para apurar os ataques israelenses em Gaza. A guerra durou entre 2023 e 2025 e foi iniciada após os ataques terroristas de 7 de Outubro em Israel, que deixaram 1.200 mortos e 250 reféns.
Nesta terça, a comissão publicou um relatório em que aponta que crianças palestinas foram deliberadamente alvejadas e mortas por tropas israelenses durante a guerra, inclusive após o cessar-fogo entrar em vigor em outubro de 2025. Segundo a comissão, tais práticas em Gaza configurariam: genocídio; crimes contra a humanidade; crimes de guerra.
Estatísticas e Reações
O relatório da comissão da ONU afirmou ainda que cerca de 30% dos 73 mil mortos na guerra em Gaza eram crianças. A missão de Israel na ONU, em Genebra, afirmou que rejeita o resultado do relatório da comissão, que chamou de "farsa difamatória". O comunicado acrescentou também que “toda criança merece proteção”, e que o relatório ignora “as táticas brutais do Hamas”.
Um relatório anterior dessa mesma comissão, publicado em setembro de 2025, já havia apontado que Israel cometeu genocídio em Gaza e que autoridades israelenses de alto escalão, incluindo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, teriam incitado esses atos — acusações que Israel classificou como escandalosas.



