O presidente da França, Emmanuel Macron, criticou a proposta de criação de "centros de retorno" para migrantes fora da União Europeia e rejeitou o financiamento do bloco para essa medida. Durante a conferência de imprensa final da Cúpula da UE em Bruxelas, em 19 de junho de 2026, Macron afirmou que a França não apoiará a iniciativa e questionou a lógica por trás dela.
Macron questiona eficácia dos centros
Macron argumentou que não está convencido de que enviar migrantes para países com os quais não têm vínculo seja uma solução viável. "Não tenho certeza de que essa seja a Europa que queremos", declarou o presidente francês, referindo-se à proposta que permitiria transferir estrangeiros para nações fora do bloco em troca de recursos europeus.
Defesa de regras migratórias mais rígidas
Apesar de se opor aos centros de retorno, Macron defendeu a necessidade de regras migratórias mais rigorosas na Europa. No entanto, enfatizou que a criação desses centros é problemática, especialmente do ponto de vista dos direitos humanos. Grupos de defesa dos direitos humanos já haviam manifestado preocupações semelhantes, classificando a medida como potencialmente prejudicial.
A proposta de centros de retorno tem gerado debate entre os líderes europeus, com alguns defendendo a medida como forma de agilizar deportações, enquanto outros, como Macron, alertam para os riscos éticos e práticos. A França continuará a pressionar por alternativas que respeitem os direitos dos migrantes e a legislação internacional.



