O governo de Israel aprovou um orçamento de R$ 2,2 bilhões para a construção de 34 novos assentamentos na Cisjordânia ocupada. A decisão, anunciada em 14 de julho de 2026, ocorre em meio a uma escalada da violência de colonos israelenses no território palestino, ocupado por Israel desde 1967.
Detalhes do orçamento e reações
O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, classificou a medida como "histórica" e afirmou que ela fortalece a presença israelense na região. A comunidade internacional, no entanto, considera os assentamentos ilegais sob o direito internacional, e a ONU já acusou Israel de impor um regime de "apartheid" na Cisjordânia.
A aprovação do orçamento ocorre em um contexto de crescentes sanções ocidentais contra Israel, devido à expansão dos assentamentos e à violência praticada por colonos contra palestinos. Dados recentes indicam um aumento significativo nos incidentes violentos, com dezenas de palestinos feridos e propriedades destruídas nos últimos meses.
Impacto na região
A expansão dos assentamentos é vista como um obstáculo para a solução de dois Estados, defendida pela maioria da comunidade internacional. A Autoridade Palestina condenou a decisão, classificando-a como uma "provocação" e um "crime de guerra".
Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores palestino, "a aprovação desses novos assentamentos demonstra o desprezo de Israel pelas resoluções da ONU e pelo direito internacional". A União Europeia e os Estados Unidos também expressaram preocupação, reiterando que os assentamentos são ilegais e minam as perspectivas de paz.



