Israel aprova entrada de força multinacional em Gaza conforme plano Trump
Israel aprova força multinacional em Gaza no plano Trump

Israel aprovou o marco legal que permite a entrada de uma força de segurança multinacional em Gaza, conforme proposto no plano de cessar-fogo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para o território. A decisão foi tomada neste domingo pelo gabinete de segurança do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, um dia antes de sua partida para Washington, onde se encontrará com Trump na terça-feira.

Aprovação do marco legal

De acordo com uma autoridade israelense, o gabinete de segurança de Netanyahu aprovou o arcabouço jurídico necessário para a implantação da força multinacional. Netanyahu deve viajar para Washington na segunda-feira e tem reunião agendada com Trump no dia seguinte. A autoridade informou que a missão, denominada Força Internacional de Estabilização, incluirá 200 membros de “países amigos, como Uganda e Marrocos”, que serão destacados em áreas que não estão sob controle israelense. Cada contingente precisará de aprovação individual de Israel para entrar em Gaza. Ainda não está claro quando as forças serão mobilizadas.

Detalhes da Força Internacional de Estabilização

A força multinacional é parte do plano de paz apresentado por Trump após a assinatura de um acordo de cessar-fogo em outubro. O plano prevê aumento na ajuda humanitária, administração civil por tecnocratas palestinos, desarmamento do Hamas e retirada das forças israelenses. No entanto, o plano estagnou. O grupo de tecnocratas, conhecido como Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG), permanece fora de Gaza. Israel controla efetivamente cerca de 64% do território, enquanto quase toda a população de 2 milhões de pessoas vive em uma faixa estreita no litoral sob controle do Hamas, em barracas improvisadas ou prédios destruídos, enfrentando condições precárias.

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Até o momento, o Hamas se recusou a depor as armas, e Israel afirmou que ampliará sua área de controle em Gaza para 70% do enclave, onde continua realizando ataques militares quase diariamente. O plano de Trump incluía um Conselho de Paz como autoridade internacional abrangente responsável pela implementação do quadro de paz, supervisionando a força de segurança entre outras funções.

Contexto do plano de paz de Trump

Grande parte de Gaza continua em ruínas após dois anos de ofensiva israelense desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023. O plano de Trump, apresentado após o cessar-fogo, previa uma zona humanitária piloto para os habitantes de Gaza como forma de dar início ao plano paralisado, segundo um representante do conselho neste mês.

Nickolay Mladenov, enviado de Trump ao Conselho de Paz para Gaza, acolheu com satisfação a decisão israelense. “É uma parte essencial do quadro acordado para estabilizar Gaza, apoiar a desmilitarização e possibilitar a transição para uma administração transitória palestina eficaz sob a @NCAG”, disse ele no X, referindo-se ao órgão de administração civil palestino.

Reações e próximos passos

A autoridade israelense não detalhou quando as forças serão mobilizadas, mas a aprovação do marco legal representa um avanço no plano de Trump. A comunidade internacional acompanha com atenção os desdobramentos, enquanto a situação humanitária em Gaza continua crítica. O Conselho de Paz planeja a zona humanitária piloto para aliviar o sofrimento da população, mas a implementação depende do desarmamento do Hamas e da cooperação de todas as partes.

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