Israel aperta cerco na Cisjordânia antes de Netanyahu encontrar Trump
Israel aperta cerco na Cisjordânia antes de encontro com Trump

Israel intensificou as operações militares na Cisjordânia nos últimos dias, impondo um bloqueio a várias cidades palestinas, enquanto o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu se prepara para uma reunião com o ex-presidente dos EUA Donald Trump em Washington. A ofensiva, que inclui prisões e demolições, tem gerado forte reação de organizações de direitos humanos.

Bloqueio e restrições

Desde a semana passada, após confrontos, as forças israelenses fecharam acessos a cidades como Jenin, Nablus e Hebrom, impedindo a entrada e saída de pessoas e mercadorias. Segundo moradores, o cerco dificulta o acesso a serviços médicos e alimentos. Organizações de defesa dos direitos humanos, como a Anistia Internacional, denunciaram a medida como punição coletiva, proibida pelo direito internacional.

"O bloqueio afeta milhares de palestinos que dependem de empregos, escolas e hospitais fora das áreas sitiadas", afirmou um porta-voz do Conselho de Direitos Humanos da ONU. Dados locais indicam que mais de 200 mil pessoas estão diretamente impactadas pelas restrições.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Contexto político

A ação militar ocorre em um momento crucial para Netanyahu, que enfrenta pressões internas e busca reforçar alianças internacionais. O encontro com Trump, marcado para os próximos dias, é visto como uma tentativa de obter apoio para a expansão de assentamentos na Cisjordânia, uma política criticada pela comunidade internacional.

Analistas apontam que a ofensiva também visa consolidar a base política de Netanyahu, em meio a protestos contra reformas judiciais e acusações de corrupção. "Netanyahu quer mostrar força diante de aliados e adversários", disse um especialista em política do Oriente Médio.

Tensões crescentes

A escalada na Cisjordânia eleva as tensões regionais, com a Autoridade Palestina condenando o bloqueio e pedindo intervenção internacional. O governo israelense, por sua vez, justifica as medidas como necessárias para a segurança, citando ataques recentes contra colonos.

Desde o início de 2026, pelo menos 150 palestinos foram mortos em confrontos com forças israelenses na região, segundo dados da ONU. O número de assentamentos ilegais também cresceu, com a aprovação de novas unidades habitacionais.

Impacto humanitário

Organizações humanitárias alertam para o agravamento da crise. A ONU estima que 60% dos palestinos na Cisjordânia dependem de ajuda alimentar, e o bloqueio pode piorar a situação. "Cada dia de cerco aprofunda o sofrimento de uma população já vulnerável", declarou um coordenador humanitário da Unicef.

A reunião de Netanyahu com Trump, enquanto as operações continuam, envia um sinal ambíguo sobre o compromisso de Israel com a paz. Críticos afirmam que o encontro legitima as ações unilaterais israelenses.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar