Irã ataca bases militares no Bahrein e Kuwait após ofensiva dos EUA
Irã ataca bases no Bahrein e Kuwait após ofensiva dos EUA

Os Estados Unidos ampliaram a ofensiva contra o Irã e atingiram pontes, portos e outras infraestruturas civis e energéticas do país durante a madrugada desta sexta-feira, 17. Segundo a mídia estatal iraniana, os bombardeios deixaram ao menos oito mortos e 20 feridos e atingiram um aeroporto, uma estação ferroviária e duas pontes, marcando uma mudança na estratégia americana após o presidente Donald Trump ameaçar atacar estruturas consideradas essenciais para o funcionamento do país.

Ataques a infraestrutura energética e resposta iraniana

O Ministério da Energia do Irã afirmou que instalações do setor energético no sul do país também foram atingidas, provocando sobrecarga na rede elétrica. Diante do cenário, o governo orientou a população a reduzir o consumo de eletricidade e desligar aparelhos de ar-condicionado nos horários de maior demanda, mesmo com as altas temperaturas registradas em algumas regiões.

Em resposta, o Irã lançou uma série de ataques contra posições militares dos Estados Unidos e de seus aliados no Oriente Médio. A Guarda Revolucionária afirmou ter atacado sistemas de radar e aeronaves militares americanas no Catar e em Omã, além de instalações dos EUA na Jordânia e no Kuwait. Segundo as autoridades iranianas, a ofensiva foi uma retaliação aos bombardeios realizados por Washington.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Danos no Kuwait e interceptações no Catar e Jordânia

No Kuwait, o Ministério da Eletricidade informou que uma usina de energia e água foi danificada durante um ataque atribuído ao Irã e pediu que a população economizasse eletricidade. No Catar, Doha informou ter interceptado mísseis lançados contra o país, enquanto a Jordânia disse ter abatido três projéteis iranianos. No Bahrein, sirenes de alerta foram acionadas após relatos de ataques contra uma base aérea que abriga militares americanos.

Escalada do conflito e impactos humanitários

A escalada ocorre um mês após Estados Unidos e Irã firmarem um memorando de entendimento para tentar encerrar o conflito iniciado em fevereiro. Apesar da tentativa de aproximação diplomática, os dois países voltaram a trocar ataques nos últimos seis dias, em uma ofensiva que se concentra, cada vez mais, em infraestruturas estratégicas.

O Ministério da Saúde do Irã informou que, desde a retomada dos confrontos, ao menos 38 pessoas morreram e mais de 400 ficaram feridas no país.

Pressão econômica e reações internacionais

Além da ofensiva militar, Washington reforçou a pressão econômica ao restabelecer o bloqueio aos portos iranianos. Os confrontos também voltaram a se concentrar no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio mundial de petróleo e gás. Teerã reiterou que não abrirá mão do controle sobre a passagem, enquanto ataques contra embarcações continuaram sendo registrados na região.

Em meio à escalada, China e Paquistão defenderam nesta sexta-feira a retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã. Já a Casa Branca afirmou que Trump continua aberto à diplomacia, embora tenha advertido que responsabilizará Teerã caso o país descumpra eventuais compromissos assumidos em um novo acordo.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar