Houthis avaliam cobrar taxas de navios no Mar Vermelho
Houthis estudam taxas de navios no Mar Vermelho

Os rebeldes houthis, que controlam vastas áreas do Iêmen, estão considerando a imposição de taxas a todos os navios comerciais que transitam pelo Mar Vermelho. A medida, se implementada, poderá impactar significativamente o comércio global, uma vez que a região é uma das rotas marítimas mais movimentadas do mundo.

Contexto das ameaças houthis

Desde o início da guerra civil no Iêmen, os houthis têm realizado ataques a navios na região, mas agora estudam uma abordagem sistemática de cobrança. De acordo com fontes próximas ao grupo, a ideia é arrecadar fundos para financiar suas operações e pressionar a comunidade internacional. "Estamos avaliando a viabilidade de cobrar pedágios para garantir a segurança das embarcações", afirmou um líder houthi sob condição de anonimato.

Impacto econômico global

O Mar Vermelho é uma artéria vital para o transporte de petróleo, gás e mercadorias entre a Ásia e a Europa. Cerca de 30% do tráfego de contêineres do mundo passa pelo Canal de Suez, que conecta o Mar Vermelho ao Mediterrâneo. Qualquer custo adicional ou interrupção pode elevar os preços dos fretes e seguros, afetando cadeias de suprimentos globais. Especialistas estimam que uma taxa de US$ 10 por tonelada aumentaria os custos logísticos em milhões de dólares por mês.

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Reações internacionais

A comunidade internacional já manifestou preocupação. Os Estados Unidos e a União Europeia condenaram a possibilidade, classificando-a como uma violação do direito internacional. "Tal ação seria inaceitável e teria consequências graves", disse um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA. O governo iemenita, reconhecido internacionalmente, também rejeitou a ideia, afirmando que não tem controle sobre os houthis.

Até o momento, os houthis não estabeleceram um valor ou cronograma para a cobrança, mas a mera ameaça já gera incerteza no setor naval. Armadores avaliam rotas alternativas, como o Cabo da Boa Esperança, que adicionam dias e custos às viagens. A situação segue em monitoramento por autoridades marítimas globais.

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