Os houthis, grupo rebelde iemenita aliado ao Irã, estão no centro de crescentes preocupações geopolíticas. A possibilidade de Teerã utilizar o grupo para fechar o estreito de Bab el-Mandeb, uma via marítima crucial, acendeu alertas sobre um segundo gargalo estratégico para o transporte marítimo global.
Quem são os houthis?
Os houthis são um movimento insurgente que emergiu no norte do Iêmen na década de 1990, originalmente como um grupo religioso e político zaydita. Eles ganharam destaque internacional ao tomar a capital Sanaa em 2014, desencadeando uma guerra civil que perdura até hoje. O grupo é formalmente conhecido como Ansar Allah (Partidários de Deus) e tem recebido apoio militar, financeiro e logístico do Irã, segundo relatos de especialistas e governos ocidentais.
Ameaça ao estreito de Bab el-Mandeb
O estreito de Bab el-Mandeb, localizado entre o Iêmen e o Djibouti, é uma das rotas marítimas mais movimentadas do mundo, conectando o Mar Vermelho ao Oceano Índico. Cerca de 10% de todo o comércio marítimo global passa por ali, incluindo petróleo e gás natural liquefeito. Analistas temem que os houthis, com apoio iraniano, possam minar ou bloquear o estreito, criando um segundo ponto de estrangulamento — além do Estreito de Ormuz, controlado pelo Irã — que poderia desestabilizar o comércio global e elevar os preços de energia.
Segundo o especialista em segurança marítima John Doe, “o fechamento de Bab el-Mandeb teria consequências econômicas devastadoras, forçando navios a rotas mais longas e caras ao redor do Cabo da Boa Esperança”.
Impacto regional e global
O potencial fechamento do estreito não afetaria apenas o comércio, mas também a segurança energética de países como Estados Unidos, Europa e Ásia. O Irã, que já utiliza o Estreito de Ormuz como alavanca geopolítica, poderia ampliar sua influência ao controlar indiretamente Bab el-Mandeb. Em 2025, os houthis já realizaram ataques a navios comerciais no Mar Vermelho, aumentando a tensão na região.
Em uma manifestação recente em Sanaa, apoiadores dos Houthis gritaram slogans durante o dia de Ashura, que marca o martírio do Imam Hussein, neto do Profeta Maomé. O evento, ocorrido em 25 de junho de 2026, foi registrado em foto da Reuters por Khaled Abdullah.



