A Fifa decidiu proibir a exibição de bandeiras do Irã anteriores à Revolução de 1979 durante a Copa do Mundo. A entidade alega que a medida segue seu código de conduta, que proíbe materiais de teor político nos estádios. No entanto, a diáspora iraniana enxerga a decisão como uma concessão ao regime de Teerã, que busca reprimir símbolos de oposição.
Contexto histórico da bandeira
A bandeira pré-revolucionária, que apresenta o leão e o sol, é considerada um símbolo de resistência e oposição ao governo atual do Irã. Durante a Copa do Mundo de 2022, a Fifa já havia barrado a mesma bandeira, gerando controvérsia entre ativistas e exilados iranianos. Agora, a proibição foi reafirmada para os próximos torneios.
Reações da diáspora e do regime
O Instituto para as Vozes da Liberdade, uma organização que defende direitos humanos no Irã, contestou a medida nos Estados Unidos. Enquanto isso, a federação iraniana de futebol questionou a retirada de ingressos de torcedores e enfrenta dificuldades migratórias para seus cidadãos que desejam assistir aos jogos. A decisão da Fifa reacende o debate sobre o papel político do esporte e os limites da liberdade de expressão em eventos globais.



