Os Estados Unidos receberam informações de inteligência sobre um plano do Irã para assassinar o ex-presidente Donald Trump, de acordo com reportagem do jornal The New York Times publicada nesta terça-feira. As autoridades americanas foram alertadas antes do atentado frustrado contra Trump em um comício na Pensilvânia, no mês passado.
Detalhes do plano iraniano
Segundo fontes ouvidas pelo jornal, o plano envolvia agentes iranianos que monitoravam os movimentos de Trump e buscavam oportunidades para executar o ataque. A inteligência americana identificou a ameaça e tomou medidas para aumentar a segurança do ex-presidente.
O governo iraniano negou qualquer envolvimento em planos de assassinato. O Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou a reportagem como "infundada" e parte de uma campanha de desinformação contra o país.
Reação das autoridades americanas
O Serviço Secreto dos Estados Unidos confirmou que estava ciente da ameaça e que ajustou os protocolos de segurança para Trump. "Levamos todas as ameaças a sério e trabalhamos em estreita colaboração com outras agências para garantir a proteção de nossos protegidos", disse um porta-voz.
A Casa Branca não comentou diretamente a reportagem, mas reiterou seu compromisso com a segurança de ex-presidentes. O FBI também está investigando o caso.
Contexto de tensão entre EUA e Irã
As relações entre Estados Unidos e Irã permanecem tensas desde a saída dos EUA do acordo nuclear em 2018, durante o governo Trump. Em 2020, um ataque americano com drone matou o general iraniano Qasem Soleimani em Bagdá, elevando as hostilidades.
Analistas apontam que a revelação do plano pode aumentar ainda mais a pressão sobre o Irã, que já enfrenta sanções econômicas e isolamento diplomático. O governo Biden tem buscado negociações indiretas com Teerã para retornar ao acordo nuclear, mas as conversas estão estagnadas.



