Os Estados Unidos foram informados sobre um plano do Irã para assassinar o ex-presidente Donald Trump, de acordo com reportagem publicada nesta quarta-feira (10) pelo jornal The New York Times. A informação foi confirmada por fontes do governo americano, que não revelaram detalhes sobre o nível de credibilidade da ameaça nem sobre as medidas tomadas para proteger Trump.
Contexto da tensão entre Irã e EUA
As relações entre Irã e Estados Unidos atingiram novo patamar de hostilidade após o assassinato do general Qasem Soleimani, em janeiro de 2020, ordenado por Trump. Desde então, Teerã prometeu vingança e já tentou atacar alvos americanos em solo iraquiano. A revelação do plano de assassinato ocorre em meio a negociações indiretas entre as duas nações sobre o programa nuclear iraniano, mediadas por países europeus.
Reações e desdobramentos
O governo iraniano negou as acusações, classificando-as como "propaganda infundada". Em nota, o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que "tais alegações são uma tentativa de desviar a atenção das violações dos direitos humanos e das sanções ilegais impostas pelos EUA". Especialistas em segurança avaliam que, se confirmado, o plano representaria uma escalada perigosa no conflito entre os dois países.
Até o momento, a Casa Branca não se pronunciou oficialmente sobre o caso. A campanha de Trump também não comentou. A notícia gerou reações no Congresso americano, com parlamentares pedindo esclarecimentos ao Departamento de Estado e ao Conselho de Segurança Nacional.



