A Europa enfrenta uma onda de calor histórica, com temperaturas chegando a 40 graus Celsius em diversas regiões. O continente, que há décadas não via termômetros tão altos, está sofrendo com a falta de infraestrutura adequada para lidar com o calor extremo. Em Colônia, na Alemanha, moradores foram flagrados tomando banho em mangueiras que jorram água nas ruas, na tentativa de aliviar o desconforto.
Mudança climática supera adaptação urbana
De acordo com a colunista Cora Rónai, "o continente mudou de clima mais depressa do que mudou de arquitetura". A afirmação resume o descompasso entre a velocidade das mudanças climáticas e a capacidade de adaptação das cidades europeias, muitas delas construídas para climas amenos. As ondas de calor, antes raras, tornaram-se frequentes nos últimos anos, mas a infraestrutura — como sistemas de refrigeração, áreas verdes e isolamento térmico — não acompanhou a nova realidade.
Cenas de desespero em Colônia
Na cidade de Colônia, a população recorre a medidas improvisadas. Uma foto publicada pela agência AFP, em 25 de junho de 2026, mostra moradores utilizando mangueiras públicas para se refrescar. A cena se repete em outras cidades alemãs e europeias, onde rios e fontes se tornam pontos de encontro para quem busca alívio. "As pessoas perdem o senso e mergulham nos rios em roupas de baixo", descreve Rónai, destacando o comportamento atípico provocado pelo calor extremo.
Impactos na saúde e na economia
Especialistas alertam que as altas temperaturas representam riscos à saúde, especialmente para idosos e pessoas com doenças crônicas. A falta de ar-condicionado em residências e prédios públicos agrava a situação. Além disso, a economia sofre com a queda na produtividade e o aumento do consumo de energia elétrica, que já pressiona as redes de distribuição. A onda de calor atual é mais um sinal de que o continente precisa se preparar com urgência para um futuro mais quente.



