Coreia do Sul bate recorde com 42,5°C e vive maior onda de calor
Coreia do Sul bate recorde com 42,5°C em onda de calor

A Coreia do Sul registrou neste domingo (2) a temperatura mais alta de toda a sua história: 42,5°C, na cidade de Yangsan, no sudeste do país. A marca foi confirmada pela Administração Meteorológica da Coreia (KMA) e supera todos os registros oficiais desde 1904, quando as medições começaram a ser feitas de forma sistemática.

O novo recorde foi anotado às 13h26 no horário local, o que corresponde a 1h26 no horário de Brasília. O país vive há cinco dias seguidos com temperaturas máximas superiores a 40°C, um cenário que levou o governo a adotar medidas extraordinárias e a colocar grande parte dos 51 milhões de habitantes sob alerta de calor neste verão.

Recorde absoluto em mais de um século

Yangsan, onde o recorde foi registrado, fica no sudeste do país. A temperatura de 42,5°C superou todas as marcas já medidas no país desde o início dos registros oficiais, há mais de um século. O evento ocorre em meio a uma onda de calor que atinge também outras cidades, com várias delas registrando temperaturas acima de 30°C.

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Os efeitos desse calor extremo são visíveis no cotidiano. Em Seul, a capital, um menino foi flagrado brincando em uma fonte para se refrescar, enquanto famílias aproveitavam o riacho Cheonggyecheon, que corta o centro da cidade, como alternativa para escapar do calor. Na cidade de Yangsan, pessoas também buscaram alívio em fontes públicas, conforme imagens das agências Yonhap e AFP.

Mais de 20 cidades em alerta de emergência

Neste domingo, mais de 20 cidades estavam sob alerta de emergência por calor, uma categoria que foi adotada neste ano justamente para responder ao aumento das temperaturas. O alerta é emitido quando a previsão indica sensação térmica de 38°C ou temperatura real de 39°C ao longo do dia. Diante desse cenário, o serviço meteorológico recomendou a suspensão imediata de atividades ao ar livre.

A determinação inclui recomendações para evitar exposição ao sol nas horas mais quentes, reforçar a hidratação e cuidar de idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas, que são mais vulneráveis aos efeitos do calor intenso. As autoridades também orientam a população a permanecer em locais arejados ou com ar-condicionado.

Calor provoca cancelamentos e mudanças na rotina

O calor extremo já está impactando o dia a dia dos sul-coreanos. A liga profissional de beisebol do país cancelou uma partida que seria disputada em Changwon depois que o termômetro atingiu 39,5°C. A decisão é um reflexo do risco que a exposição prolongada ao calor representa para atletas e espectadores.

Além disso, a temperatura recorde de 42,5°C em Yangsan e as máximas acima de 40°C em várias localidades durante cinco dias consecutivos acentuam a preocupação com a saúde pública. O sistema de saúde do país já se mobiliza para atender possíveis casos de insolação e desidratação em meio a um cenário de temperaturas extremas.

Número de dias com onda de calor mais que dobra

Segundo dados do governo sul-coreano, a frequência de ondas de calor no país cresceu de forma expressiva nas últimas décadas. O número médio anual de dias com onda de calor passou de 8 na década de 1970 para 19 nos dias atuais, um aumento de mais de 100%. A estatística reforça o diagnóstico de que eventos climáticos extremos estão se tornando mais comuns, o que exige preparação constante das autoridades e da população.

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Principais números da onda de calor

  • 42,5°C: temperatura máxima registrada em Yangsan, recorde histórico no país
  • 5 dias: período consecutivo com temperaturas superiores a 40°C
  • 20+: cidades sob alerta de emergência por calor neste domingo
  • 39,5°C: temperatura em Changwon que levou ao cancelamento de jogo de beisebol
  • 8 para 19: aumento médio de dias de onda de calor entre os anos 1970 e a atualidade
  • 51 milhões: habitantes do país, em grande parte sob alerta

O cenário reforça o alerta para a necessidade de políticas públicas de adaptação às mudanças climáticas e de proteção à população em eventos de calor extremo. O recorde registrado no domingo, além de marcar a história meteorológica da Coreia do Sul, serve como sinal de que os governos precisam estar preparados para enfrentar com mais frequência condições climáticas adversas.