O plenário do Senado aprovou, nesta quarta-feira, o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), bloco composto por Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. O texto, que já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados, segue agora para promulgação.
Detalhes do acordo
Assinado em 2025, na cidade do Rio de Janeiro, o pacto abrange 16 capítulos, incluindo comércio de bens e serviços, compras governamentais, propriedade intelectual e desenvolvimento sustentável. Entre os principais pontos, está a previsão de isenção de tarifas em 97% das transações comerciais com o Brasil, além de quotas para produtos agrícolas. Em contrapartida, a EFTA eliminará tarifas sobre importações industriais e pesqueiras.
Impactos esperados
O acordo é visto como um passo importante para a integração econômica entre os blocos, devendo ampliar o fluxo de comércio e investimentos. Para o Brasil, a expectativa é de acesso facilitado a mercados de alta renda, especialmente para produtos como carnes, frutas e sucos. Já os países da EFTA poderão aumentar as exportações de máquinas, equipamentos e produtos farmacêuticos.
A promulgação do acordo ocorrerá após os trâmites finais no Executivo, com a publicação no Diário Oficial da União. A partir daí, as disposições entrarão em vigor gradualmente, conforme os cronogramas de desgravação tarifária estabelecidos.



