Imagens de satélite divulgadas nesta sexta-feira (20) confirmam o maior ataque aéreo de Kiev a Moscou desde o início da guerra. Drones ucranianos atingiram a refinaria de petróleo Gazprom Neft, localizada na periferia sudeste da capital russa, provocando uma densa coluna de fumaça visível a quilômetros de distância.
Ataque sem precedentes
A ofensiva, ocorrida em 18 de junho de 2026, é considerada a mais significativa contra a cidade de Moscou em mais de dois anos de conflito. Além da refinaria, o ataque forçou evacuações no maior aeroporto da Rússia, o Aeroporto Internacional de Sheremetyevo, interrompendo voos por várias horas.
Kiev afirmou que a ação foi uma resposta direta ao bombardeio russo contra um mosteiro histórico na capital ucraniana, ocorrido dias antes. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, justificou a ofensiva como retaliação legítima, prometendo que ataques semelhantes continuarão enquanto a Rússia não cessar os bombardeios contra alvos civis e culturais na Ucrânia.
Crise energética russa se agrava
O ataque à refinaria Gazprom Neft agrava a crise energética que já afeta a Rússia. A instalação é uma das maiores do país e sua paralisação deve impactar a produção de combustíveis, elevando os preços internos e pressionando ainda mais a economia russa, já fragilizada por sanções internacionais.
Especialistas apontam que a Ucrânia tem intensificado ataques a alvos estratégicos russos, especialmente no setor de energia, como parte de uma estratégia para desgastar a capacidade militar e econômica de Moscou.
Tensões aumentam
O governo russo prometeu retaliações regulares, elevando o tom contra Kiev e seus aliados ocidentais. O Ministério da Defesa russo afirmou que o ataque não ficará sem resposta e que novas medidas serão tomadas para proteger a capital e suas infraestruturas críticas.
A escalada reacende discussões sobre a necessidade de sistemas de defesa aérea mais robustos para Moscou, além de intensificar o debate sobre o apoio militar internacional à Ucrânia. Enquanto isso, a população civil de ambos os lados sofre com o aumento da violência e a incerteza sobre o futuro do conflito.



