Os eleitores de Roraima retornam às urnas neste domingo (21) para uma eleição incomum: a escolha de um governador que ficará no cargo por pouco mais de seis meses. O pleito suplementar foi convocado após a cassação do governador Edilson Damião (Republicanos) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que identificou irregularidades cometidas durante a campanha de 2022.
A votação ocorrerá entre 8h e 17h em todo o estado. O vencedor comandará o Executivo estadual apenas até janeiro de 2027, quando tomará posse o governador eleito na disputa regular marcada para outubro deste ano. O caráter temporário do mandato faz com que Roraima tenha duas eleições para governador em 2026. A votação deste domingo não substitui nem interfere no calendário eleitoral nacional.
Ao todo, 384.582 eleitores estão aptos a participar da escolha. O voto é obrigatório e segue as mesmas regras aplicadas às eleições gerais. Quem deixar de votar sem justificar poderá ser multado e enfrentar restrições previstas pela legislação eleitoral.
Três chapas disputam o governo
O governador interino Soldado Sampaio (Republicanos), presidente da Assembleia Legislativa, concorre ao lado de Tayla Peres (Republicanos). Ele assumiu o comando do estado de forma provisória após a vacância do cargo e agora tenta obter um mandato conferido pelas urnas.
Outra chapa é formada por Nelita Frank (PT) e Barto Macuxi (PSOL). A candidata petista entrou na corrida eleitoral após substituir Antônia Pedrosa, que teve o registro barrado pela Justiça Eleitoral. A troca foi formalizada dentro dos prazos legais estabelecidos pelo calendário do pleito.
Já Arthur Henrique (PL), ex-prefeito de Boa Vista, disputa a eleição ao lado do Subtenente Velton (PL). A candidatura, entretanto, segue sub judice. O Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) indeferiu o registro por entender que o ex-prefeito não cumpriu o prazo de desincompatibilização exigido pela legislação. Recursos ainda aguardam análise no TSE e no Supremo Tribunal Federal (STF).
O que levou à nova eleição
A convocação do pleito foi determinada pelo TSE após o julgamento de um processo que tramitou por quase dois anos. Segundo a Corte, Edilson Damião utilizou programas sociais estaduais de forma irregular durante a campanha eleitoral de 2022, configurando abuso de poder político e econômico. A decisão também atingiu o ex-governador Antonio Denarium, que foi declarado inelegível.
Com a cassação, Damião permaneceu apenas 34 dias no cargo, registrando a passagem mais curta pelo governo de Roraima desde a criação do estado.



