Kremlin acusa Ucrânia de expandir terrorismo e quer eliminar ameaça
Kremlin: Ucrânia expande terrorismo; ameaça deve ser eliminada

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, acusou nesta terça-feira a Ucrânia de expandir sua “atividade terrorista” para além do conflito bilateral e afirmou que a ameaça “deve ser impedida e eliminada definitivamente”. Em declarações ao pool de imprensa do Kremlin organizado pela agência estatal russa RIA Novosti, Peskov também disse que Moscou não recebeu qualquer solicitação de Washington para organizar uma conversa telefônica entre os presidentes Vladimir Putin e Donald Trump.

Acusações contra Kiev

Segundo Peskov, o “regime de Kiev continua sua atividade terrorista e, olhando retrospectivamente, expande constantemente a geografia de sua atividade terrorista”. Ele alegou que a Ucrânia realizou um “ataque terrorista” contra a Alemanha ao explodir o gasoduto Nord Stream, atacou a infraestrutura do Consórcio do Oleoduto do Cáspio (CPC/KTK), no Cazaquistão, e explodiu um navio mercante iraniano no Mar Cáspio. “Essa ameaça deve ser impedida e eliminada definitivamente”, afirmou Peskov, citando três incidentes que, segundo Moscou, comprovariam a expansão da atuação ucraniana.

Diplomacia entre potências

Questionado sobre uma possível conversa entre Putin e Trump, o porta-voz respondeu que “até o momento não há nenhum pedido para uma conversa telefônica”. Ainda assim, ressaltou que os contatos de trabalho entre Rússia e Estados Unidos sobre a guerra na Ucrânia continuam. Ao comentar a prevista conversa entre Trump e o presidente ucraniano, Volodymir Zelenski, e a recente reunião entre o chanceler russo, Sergei Lavrov, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, Peskov afirmou que Washington “nunca abandonou a pauta ucraniana”. “Apenas surgiram problemas muito mais prioritários para eles resolverem. Problemas claros e bem conhecidos”, disse.

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As declarações ocorrem em meio a movimentações diplomáticas: Trump deve receber Zelenski e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em fases críticas das guerras na Ucrânia e no Oriente Médio. A Rússia, por sua vez, mantém a narrativa de que a Ucrânia representa uma ameaça não apenas a Moscou, mas a toda a região, incluindo aliados como Alemanha, Cazaquistão e Irã.

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