O Irã ampliou na madrugada deste domingo os ataques contra países do Golfo que abrigam forças americanas, após os Estados Unidos concluírem uma terceira rodada de bombardeios contra alvos militares iranianos em resposta ao ataque de Teerã contra um navio comercial no Estreito de Ormuz.
Alertas de mísseis e interceptações
Alertas de mísseis foram emitidos no Bahrein, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos, enquanto Omã relatou ataques com drones em seu território. Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), a ofensiva americana atingiu cerca de 140 alvos militares. “O Irã fez uma escolha ruim. Agora vai pagar por isso”, escreveu o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, no X.
As Forças Armadas do Catar informaram ter interceptado projéteis iranianos, enquanto explosões também foram ouvidas nos Emirados Árabes Unidos. O Ministério do Interior catariano disse que três pessoas, entre elas uma criança, ficaram feridas por estilhaços decorrentes das interceptações. No Bahrein, sede da Quinta Frota da Marinha americana, sirenes voltaram a soar pela terceira vez no domingo. O Kuwait também afirmou ter interceptado ataques.
Detalhes da operação americana
De acordo com o comunicado, a operação empregou munições de precisão lançadas por aeronaves baseadas em terra e no mar, drones e navios de guerra. A agência estatal de Omã informou que drones atingiram áreas no nordeste do país, próximas ao Estreito de Ormuz, um dia após Mascate sediar negociações com o Irã sobre a administração da via marítima. Nos Emirados, o governo afirmou que nenhum míssil cruzou o espaço aéreo do país.
Contexto do conflito
O ataque americano ocorreu após forças iranianas atingirem um porta-contêineres de bandeira cipriota no Estreito de Ormuz. Segundo o Centcom e a Organização de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO), a embarcação sofreu danos significativos na casa de máquinas. A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) afirmou que a embarcação navegava por uma rota “não autorizada” e ignorou ordens para alterar seu curso. O Irã reiterou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado “até novo aviso” e advertiu que poderá ampliar os ataques caso os Estados Unidos mantenham as operações militares.
Reações políticas
Também neste domingo, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que “a era dos acordos unilaterais acabou” e voltou a acusar Washington de descumprir os entendimentos firmados entre as partes. Segundo ele, os EUA “pagarão o preço” caso não cumpram seus compromissos.



