Morre o senador Lindsey Graham, aliado de Trump, aos 71 anos
Morre o senador Lindsey Graham, aliado de Trump

O senador Lindsey Graham, republicano da Carolina do Sul e um dos mais firmes aliados do presidente Donald Trump, morreu no sábado aos 71 anos. A causa foi uma “doença breve e repentina”, segundo comunicado de seu gabinete no X, sem detalhes adicionais. Equipes de emergência atenderam a um chamado de “parada cardíaca” em sua residência em Capitol Hill, informou a NBC, citando áudios da polícia.

Carreira e legado político

Graham serviu no Senado desde 2003, após atuar na Câmara dos Representantes (1995-2003) e na legislatura estadual da Carolina do Sul. Presidiu o Comitê Judiciário do Senado (2019-2021) e, mais recentemente, o Comitê de Orçamento. Buscava o quinto mandato e vencera as primárias em 9 de junho, sendo favorito nas pesquisas para a eleição de novembro contra a democrata Annie Andrews. O governador Henry McMaster deve nomear um sucessor, possivelmente o deputado Joe Wilson.

Relação com Trump e política externa

Inicialmente crítico ferrenho de Trump em 2016, chamando-o de “xenófobo” e “vergonha”, Graham tornou-se um aliado leal durante o primeiro mandato. Os dois jogavam golfe frequentemente. Trump declarou no Truth Social: “Lindsey foi uma das maiores pessoas e senadores que já conheci. Ele estava sempre trabalhando e era um verdadeiro patriota americano. Fará muita falta!!!”

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Graham foi um dos maiores defensores da Ucrânia no Senado, viajando a Kiev 10 vezes durante a invasão russa. Na semana passada, integrou um grupo bipartidário que anunciou acordo com o governo Trump para novas sanções contra a Rússia. O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy afirmou no X: “Lindsey era um verdadeiro defensor da liberdade. Nas últimas semanas, trabalhava em iniciativas importantes para aproximar a paz, incluindo sanções mais rigorosas.”

Reações e homenagens

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, escreveu no X: “O senador Graham lutou até o fim para apoiar a Ucrânia e aumentar o custo da guerra da Rússia.” O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu declarou: “Lindsey entendia que a segurança de Israel e dos EUA são inseparáveis. Israel perdeu um de seus maiores amigos.” O líder da maioria no Senado, John Thune, destacou seu serviço militar: “O longo e dedicado serviço de Lindsey na Força Aérea e no Congresso o levou a regiões remotas do mundo.”

Trajetória pessoal e militar

Lindsey Olin Graham nasceu em Central, Carolina do Sul, em 9 de julho de 1955. Foi o primeiro da família a cursar universidade, formando-se em psicologia e direito pela Universidade da Carolina do Sul. Serviu como advogado da Força Aérea dos EUA por seis anos e meio, inclusive na Alemanha, e na Guarda Nacional Aérea até 1995. Durante a primeira Guerra do Golfo, foi convocado para serviço ativo na Base Aérea de McEntire. Seu gabinete pediu privacidade à família.

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