O Centro Conjunto de Informações Marítimas (JMIC) informou neste domingo que a rota sul do Estreito de Ormuz permanece aberta à navegação, contrariando o anúncio do Irã de que a passagem foi fechada após a mais recente escalada militar com os Estados Unidos. O órgão reiterou que o nível de ameaça à segurança marítima na região continua classificado como "severo".
Rota ampliada e orientações aos navegantes
Segundo o comunicado do JMIC, a rota ao sul do estreito foi ampliada para permitir tráfego em ambos os sentidos. A medida visa garantir a continuidade do fluxo de embarcações, apesar das tensões. O centro orientou comandantes de navios a aguardarem chamadas por rádio de forças navais e a permanecerem atentos a áreas com risco de minas próximas ao esquema tradicional de separação de tráfego.
O JMIC também recomendou que as embarcações mantenham contato com a Cooperação e Orientação Naval para a Navegação Mercante (NCAGS), da Marinha dos Estados Unidos, para receber informações sobre rotas seguras. Contudo, a coordenação "não é obrigatória", e os navios podem utilizar a rota sul sem autorização prévia. O comunicado acrescenta que "não há autoridade controladora que regulamente a passagem ou cobre taxas por qualquer rota".
Posição dos EUA e contexto militar
Em nota anexada ao aviso, o Comando Naval das Forças Centrais dos EUA (Navcent) afirmou que o Estreito de Ormuz é "uma via navegável internacional e não está sujeito à coerção ou ao controle de qualquer país". Segundo o comando, apesar das alegações iranianas de fechamento, as forças americanas estão preparadas para "manter a liberdade de navegação e proteger o comércio lícito de acordo com o direito internacional", reiterando que a rota sul permanece operacional.
Paralelamente, os EUA iniciaram nova rodada de ataques contra o Irã após ofensiva em Ormuz. De acordo com o Centcom, os bombardeios começaram às 19h15 no horário da costa leste dos EUA (20h15 em Brasília) e foram determinados diretamente pelo presidente Donald Trump. A escalada militar acende alerta global sobre a segurança na região, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
Impacto na navegação e comércio global
A manutenção da rota sul aberta é crucial para o transporte marítimo internacional, especialmente de petróleo e gás natural liquefeito. O estreito conecta os países do Golfo Pérsico ao Oceano Índico, e qualquer interrupção pode afetar os preços globais de energia. O JMIC recomenda que os navios mantenham vigilância constante e sigam as orientações das forças navais para evitar incidentes.



