Estreito de Ormuz registra maior tráfego em dois meses
Estreito de Ormuz: maior tráfego diário em dois meses

O Estreito de Ormuz registrou na quinta-feira, 18, o maior repique diário em dois meses, com a travessia de 25 embarcações comerciais pela importante rota marítima, segundo dados compilados pela AXSMarine em postagem no X nesta sexta-feira, 19. A movimentação ocorre após a assinatura de um memorando de entendimento entre EUA e Irã para encerrar a guerra.

Maior movimento desde abril

O total de navios que cruzou Ormuz ontem é o maior em um único dia desde 18 de abril, quando houve uma breve janela de reabertura após o anúncio do Irã de que a passagem estava aberta ao tráfego comercial naquele momento. "As 25 travessias totais também são mais de cinco vezes a média diária registrada nos primeiros dez dias de junho", destacou a AXSMarine. Apesar do início da retomada, o número ainda é bem menor do que o observado antes do conflito, quando o tráfego pelo estreito era de cerca de 110 travessias por dia.

Novas regras para travessia

Após a assinatura do memorando de entendimento, a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico do Irã divulgou hoje regras para as embarcações cruzarem a rota. Em mensagem no Telegram, a autoridade informou que haverá exigência de pedidos de trânsito para a passagem de navios, mas que as operações serão realizadas "com rapidez".

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Isenção de taxas por 60 dias

O Irã afirmou que isentará taxas em Ormuz durante período de negociação de 60 dias. A medida atende aos termos do pacto provisório e exige que os navios informem suas rotas com antecedência para garantir a segurança na região. "A fim de evitar atrasos na entrada ou saída do Estreito de Ormuz, é obrigatório que o pedido de passagem seja enviado com todas as informações necessárias preenchidas pelo menos 48 horas antes da chegada à área do estreito", detalhou.

Responsabilidade do proprietário

A autoridade iraniana também enfatizou que, durante o período de 60 dias, nenhuma taxa será cobrada dos navios, e que as tarifas de serviços de proteção, segurança e meio ambiente, bem como o respectivo seguro iraniano, serão de responsabilidade do governo do Irã. "Devido às condições especiais e à existência de certos riscos de segurança na rota de trânsito, e pela necessidade de garantir uma navegação segura e protegida e evitar acidentes marítimos, a coordenação da rota e do horário de passagem declarado para cada navio é obrigatória antes de se mover em direção ao estreito; a responsabilidade pelo descumprimento caberá ao proprietário do navio", acrescentou.

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