O Brasil foi novamente alvo de uma tarifa de importação pelos Estados Unidos, desta vez de 12,5% sobre aço e alumínio, que entra em vigor nesta sexta-feira. A medida, anunciada pelo governo americano, reacende tensões comerciais e preocupa exportadores brasileiros.
Por que o Brasil foi taxado de novo?
A nova tarifa foi justificada pelos EUA com base em alegações de excesso de capacidade global e subsídios chineses, mas atinge diretamente o Brasil, um dos maiores fornecedores de aço para o mercado americano. Segundo o Ministério da Economia, a alíquota de 12,5% se aplica a produtos siderúrgicos e de alumínio, afetando cerca de US$ 3,2 bilhões em exportações anuais.
“É uma decisão unilateral que desrespeita acordos comerciais e prejudica a indústria nacional”, afirmou o presidente do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, em nota.
Impacto na economia brasileira
Especialistas estimam que a tarifa pode reduzir as exportações brasileiras de aço em até 15% neste ano, afetando empregos e investimentos no setor. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) calcula que a medida pode custar R$ 4,5 bilhões ao PIB industrial.
O governo brasileiro já sinalizou que pode recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) e buscar retaliações comerciais, caso a tarifa não seja revista.



