Uma intensa onda de calor está deixando vários países da Europa ocidental em alerta esta semana. França, Reino Unido, Itália, Espanha e Bélgica sofrem com temperaturas acima da média, com alertas máximos e mudanças na rotina da população. Além de mortes em consequência do calor, escolas e comércios estão sendo fechados por falta de climatização adequada. Transportes também estão sendo afetados.
França: recordes e tragédias
Cerca de 90% dos franceses vivem em áreas onde as autoridades decretaram alerta vermelho ou alerta laranja por calor extremo. Esta terça-feira (23) foi a madrugada mais quente já registrada no país, com temperaturas acima de 25°C. As temperaturas podem chegar a 43°C em algumas partes do oeste do país.
Desde 18 de junho, 40 pessoas morreram por afogamento, principalmente jovens. Três idosos, entre 80 e 95 anos, morreram no fim de semana em Bordeaux devido a problemas de saúde causados pela onda de calor. Duas crianças, de 2 e 4 anos, foram encontradas inconscientes pela mãe dentro do carro da família, em Carpentras, no sudeste, e morreram.
Em Paris, a Torre Eiffel e o Museu do Louvre fecharão mais cedo, às 16h. Em uma área da capital, a Prefeitura ofereceu ingressos de cinema gratuitos para pessoas com menos de 25 anos ou mais de 65 anos, para uma pausa em local climatizado. Alguns trens foram cancelados, inclusive entre Paris e Bruxelas.
Itália: alerta máximo em 15 cidades
O Ministério da Saúde emitiu alerta máximo para 15 cidades, incluindo a capital Roma. A empresa de serviços públicos Iren dobrou os turnos dos trabalhadores e adicionou geradores para lidar com cortes de energia esporádicos em Turim, devido à sobrecarga da rede elétrica.
Reino Unido: calor histórico e escolas fechadas
O serviço meteorológico emitiu alerta de calor de nível máximo para partes do centro e sul da Inglaterra para os próximos dois dias. Segundo o Met Office, a onda de calor de quatro dias pode elevar as temperaturas acima de 39°C em algumas regiões, superando facilmente o recorde de junho de 35,6°C, estabelecido em 1957 e 1976. Dezenas de escolas anunciaram que fecharão mais cedo, devido aos prédios antigos não serem adequados para salas de aula com mais de 30 crianças.
Espanha: abrigos climáticos e protestos
Quase todo o país está em alerta, especialmente áreas da Andaluzia, do País Basco e da Cantábria. A Prefeitura de Madri oferece um "abrigo climático" para pessoas em situação de rua e vulneráveis, funcionando nas horas de mais calor, fornecendo água, alimentos e instalações de higiene. O sindicato espanhol de enfermagem SATSE denunciou que, em alguns estabelecimentos de várias regiões do norte da Espanha e da Andaluzia, as temperaturas "atingem e superam os 30°C", enquanto o máximo fixado por lei para o trabalho é de 27°C.



