As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira, 30, impulsionadas pelo avanço do setor de tecnologia, em meio à continuidade da recuperação das ações ligadas à inteligência artificial (IA). A possibilidade de novas negociações entre Estados Unidos e Irã, que manteve os preços do petróleo voláteis, e indicadores de inflação e atividade econômica reforçaram o ambiente favorável aos ativos de risco. Investidores também acompanharam o Fórum do Banco Central Europeu (BCE), em Sintra, Portugal.
Desempenho dos principais índices
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,12%, a 10.497,12 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 1,43%, a 24.979,25 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,44%, a 8.403,99 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 1,01%, a 51.682,43 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,41%, a 19.467,50 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 caiu 0,29%, a 9.132,59 pontos. As cotações são preliminares.
O índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 0,97%, a 642,27 pontos, renovando sua máxima histórica de fechamento. No trimestre, o índice acumulou alta de quase 10%.
Destaques do setor de tecnologia e IA
O setor de tecnologia foi o grande motor do dia. A fabricante de semicondutores Infineon subiu 3,6%, enquanto a STMicroelectronics avançou 1,1%. A francesa Abivax disparou quase 40% após divulgar novos dados considerados positivos sobre a segurança de seu tratamento experimental para colite ulcerativa.
Quedas no setor de luxo
Na ponta negativa, a Kering caiu 6,5% após reafirmar a expectativa de uma recuperação gradual de seus resultados em teleconferência com analistas, segundo a CNBC. O movimento contaminou outras gigantes do segmento, como LVMH (-1,5%), Hermès (-1,3%), Richemont (-1,6%) e Burberry (-3,4%), que também recuaram.
Logística e metais
A Maersk não conseguiu se sustentar e caiu 1,9%, mesmo após elevar sua projeção para 2026, impulsionada pelo aumento das tarifas de frete. Por outro lado, a União Europeia anunciou novas restrições às importações de aço, impulsionando o setor de metais industriais, que subiu perto de 1,8%.
Indicadores macroeconômicos
Na agenda macroeconômica, a inflação da Alemanha desacelerou mais do que o esperado em junho, enquanto as vendas no varejo alemão surpreenderam positivamente em maio e o Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido confirmou expansão de 0,6% no primeiro trimestre. Na França, a inflação também perdeu força.
Para o Swissquote, as tensões no Oriente Médio seguem tendo impacto limitado sobre o apetite por risco desde que os preços do petróleo permaneçam contidos. Já Philip Lane, economista-chefe do BCE, alertou que uma recomposição dos estoques de petróleo pode voltar a pressionar a inflação.
A França sinalizou possível revisão para baixo da projeção de crescimento e recebeu da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) um novo alerta sobre a necessidade de ajuste fiscal.



