Uma pessoa morreu e outras 29 ficaram feridas após um carro atropelar uma multidão durante a Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Berlim, no último sábado (25). O incidente ocorreu na região central da capital alemã, próximo ao trajeto do Christopher Street Day, uma das maiores celebrações LGBTQIA+ da Europa. As autoridades investigam a hipótese de um ataque islamista, com base no perfil do suspeito e na forma como o atropelamento foi executado.
Suspeito identificado e antecedentes criminais
O suspeito foi identificado como Abdul B., um cidadão alemão de origem libanesa que já era conhecido da polícia por crimes anteriores. As autoridades acreditam que ele agiu sozinho, mas não descartam a participação de outras pessoas que possam ter escapado do veículo após o atropelamento. A investigação busca esclarecer se houve também um ataque com lâmina, que teria causado ferimentos adicionais. A polícia realizou buscas e apreendeu o veículo utilizado no crime.
Vítimas em estado grave e resposta das autoridades
Três das vítimas encontram-se em estado grave, informou a polícia. Equipes de bombeiros, ambulâncias e outros profissionais de emergência foram mobilizados para atender a ocorrência no parque Tiergarten, próximo ao Portão de Brandemburgo, onde o veículo atingiu diversas pessoas. O chanceler alemão Friedrich Merz afirmou que o ataque será investigado 'com o máximo rigor'. Ele também expressou solidariedade às vítimas e à comunidade LGBTQIA+.
Parada pacífica interrompida
Centenas de milhares de pessoas participavam da parada do orgulho em Berlim, conhecida como Christopher Street Day. Antes do incidente, a celebração transcorria de forma pacífica, com cerca de 80 trios e carros alegóricos, música e dança. Por volta das 22h15 (horário local), a programação em frente ao Portão de Brandemburgo foi encerrada abruptamente. Uma banda que se apresentava no palco principal foi interrompida, e os participantes receberam orientação para retornar às suas casas e evitar o trajeto do parque Tiergarten. A organização do evento classificou o ocorrido como um ataque à diversidade e à liberdade.
Investigação em andamento
A polícia alemã realizou uma coletiva de imprensa neste domingo (26) para atualizar as informações sobre o caso. Ainda não está claro quantas pessoas estavam envolvidas na ação. As autoridades também investigam a motivação do suspeito, se há conexões com grupos extremistas e se os ferimentos foram causados exclusivamente pelo atropelamento ou por um suposto ataque com lâmina. O Ministério Público alemão assumiu a investigação, que corre sob sigilo. A comunidade LGBTQIA+ local convocou vigílias em memória das vítimas.



