Na noite de quarta-feira (24), a Venezuela foi sacudida por dois fortes terremotos em um intervalo de um minuto, o mais intenso desde 1900. O governo venezuelano confirmou, até o momento, 188 mortos e 1.500 feridos. Moradores falam em milhares de desaparecidos. O primeiro tremor, de magnitude 7.2, foi seguido por outro de 7.5, com epicentro a 160 km de Caracas. O país não registrava um terremoto tão forte há mais de um século.
Pânico e destruição
Os tremores causaram pânico em todo o país. No principal aeroporto, pessoas corriam enquanto pedaços do teto despencavam. Em um shopping e nas ruas de Caracas, o desespero tomou conta. Um morador filmou o apartamento inteiro sacudindo. Maria Alejandra, ainda em choque, lembrou: 'Tinha uma nuvem de fumaça. Parecia cena de filme de terror. As paredes começaram a rachar.' Em La Guaira, a região mais atingida, um morador procurava pelo filho na escuridão. Na manhã de quinta-feira (25), a área parecia uma zona de guerra.
Números oficiais e desaparecidos
O governo venezuelano informou que 250 prédios desabaram ou sofreram danos estruturais. Mais de 24 horas após o desastre, pelo menos 200 pessoas seguem sob os escombros, segundo autoridades. No entanto, uma plataforma criada por moradores e divulgada por líderes da oposição relata dezenas de milhares de desaparecidos. O feriado de quarta-feira fez com que muitas pessoas estivessem em casa no momento da tragédia.
Ajuda internacional e reconstrução
A presidente interina da Venezuela decretou estado de emergência. Na quinta-feira (25), Delcy Rodríguez anunciou US$ 200 milhões do Fundo Monetário Internacional para reconstrução. Os Estados Unidos fornecerão US$ 150 milhões em ajuda humanitária, e o presidente Donald Trump ordenou preparação para assistência rápida. O Departamento de Estado enviará 80 socorristas e seis cães farejadores. A ONU e outros países, como México, Espanha, Reino Unido, Turquia, China e Brasil, também ofereceram ajuda.
Solidariedade e esperança
Cidadãos comuns se mobilizam para ajudar nos resgates. 'Não podemos ficar indiferentes. Temos esperança e fé de que há pessoas vivas', disse um voluntário. As equipes de resgate continuam trabalhando contra o tempo para localizar sobreviventes entre os escombros.



