Trump promete barrar decisões de diretora do Fed após derrota na Suprema Corte
Trump promete barrar decisões de diretora do Fed

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira que seu governo adotará medidas imediatas para impedir que a diretora do Federal Reserve (Fed), Lisa Cook, tome decisões relacionadas ao bem-estar econômico do país. A declaração ocorre após a Suprema Corte dos EUA rejeitar o pedido de Trump para demitir Cook, reafirmando a independência do banco central norte-americano.

Decisão da Suprema Corte

A Suprema Corte, em uma decisão unânime, negou o pedido da administração Trump para remover Lisa Cook do cargo de diretora do Fed. A corte argumentou que a independência do banco central é um princípio fundamental para a estabilidade econômica e que a demissão de Cook sem justa causa violaria a lei federal. A decisão foi vista como uma vitória para a autonomia do Fed, que enfrentava um desafio sem precedentes por parte do presidente republicano.

De acordo com fontes próximas ao tribunal, a maioria dos ministros entendeu que a proteção legal dos diretores do Fed é essencial para evitar interferências políticas na política monetária. A decisão estabelece um precedente importante para futuras tentativas de influenciar o banco central.

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Reação de Trump

Em resposta, Trump afirmou em uma coletiva de imprensa na Casa Branca: "Não permitiremos que pessoas que não foram eleitas tomem decisões que afetam o bolso dos americanos. Vamos agir rapidamente para garantir que a sra. Cook não tenha poder de decisão sobre questões econômicas cruciais." O presidente não especificou quais medidas seriam tomadas, mas indicou que seu governo explorará todas as opções legais para limitar a atuação de Cook.

Especialistas jurídicos alertam que qualquer tentativa de Trump de contornar a decisão da Suprema Corte pode gerar novos conflitos institucionais. "A independência do Fed não é negociável", disse o professor de direito constitucional da Universidade de Harvard, Michael Green. "Qualquer ação do Executivo para restringir as funções de um diretor nomeado pelo Congresso seria inconstitucional."

Impacto econômico

A crise política em torno do Fed ocorre em um momento de incerteza econômica, com a inflação nos EUA em 3,2% e o desemprego em 4,1%. Analistas temem que a interferência política possa abalar a confiança dos mercados. "A credibilidade do Fed é um ativo valioso para a economia global", afirmou a economista-chefe do Banco Mundial, Elena Rodriguez. "Qualquer sinal de que suas decisões estão sendo politizadas pode levar a volatilidade nos mercados financeiros."

Lisa Cook, nomeada por Trump em 2020, é conhecida por suas posições moderadas. Ela não comentou as declarações do presidente até o momento. O Fed, por sua vez, reiterou seu compromisso com a independência e a transparência em suas decisões de política monetária.

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