O petróleo WTI saltou e superou a marca de US$ 80 o barril nesta terça-feira, impulsionado pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. O movimento ocorre após o presidente Donald Trump enviar ao Congresso uma notificação formal de que o conflito com o Irã foi retomado, e depois que os Emirados Árabes Unidos reportaram ataques a navios pelo Irã que deixaram um morto e oito feridos no Estreito de Ormuz.
Contexto geopolítico aquece o mercado
A alta do petróleo reflete o aumento da aversão ao risco e as preocupações com a oferta global da commodity. O estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, tornou-se novamente um ponto crítico. A BP, uma das maiores petroleiras do mundo, afirmou que vê maiores ganhos com petróleo em meio à guerra, que eleva a volatilidade.
O mercado de ações também sente os efeitos: o Ibovespa opera com cautela, enquanto o dólar e os juros futuros sobem. O minidólar (WDOQ26) e o mini-índice (WINQ26) estão no radar dos traders, com suportes e resistências sendo monitorados de perto.
Impacto nos mercados financeiros
O Wells Fargo superou as previsões de lucro e receita no segundo trimestre, com alta das ações no pré-mercado. O JPMorgan também divulgou resultados acima do esperado, mas o CEO Jamie Dimon alertou para riscos geopolíticos e inflacionários. No Brasil, a Rede D'Or e a Bradsaúde avançam em parceria para construir um hospital no Rio de Janeiro.
Analistas recomendam cautela: o Bank of America alertou os investidores otimistas em ações dos EUA para reduzirem compras agressivas. Enquanto isso, a renda fixa brasileira oferece atrativos como CDI+5% e IPCA+8%, mas especialistas pedem cuidado com a intervenção do Tesouro.
China e IA impulsionam exportações
Na China, as exportações se beneficiam do boom da inteligência artificial, enquanto a economia interna enfrenta dificuldades. O país busca equilibrar o crescimento com a demanda global por tecnologia.
No Brasil, a Receita Federal paga o cashback do Imposto de Renda nesta quarta-feira (15). O aluguel acumula alta de 5,24% no semestre, pressionando o orçamento das famílias. A defasagem do Simples Nacional também é apontada como um aumento disfarçado de imposto.



