Os pedidos iniciais de seguro-desemprego nos Estados Unidos somaram 197 mil na semana encerrada em 25 de julho, uma redução de 5 mil em relação ao dado revisado da semana anterior (202 mil), informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. O número ficou abaixo da previsão de analistas, que esperavam 210 mil pedidos.
Dados abaixo das expectativas sinalizam mercado de trabalho aquecido
A leitura semanal de pedidos de auxílio-desemprego é um indicador proxy para demissões, e o patamar atual sugere que as empresas norte-americanas continuam segurando seus funcionários em meio a uma economia resiliente. A média móvel de quatro semanas, que suaviza a volatilidade semanal, caiu para 205 mil, ante 208 mil na semana anterior.
“O mercado de trabalho continua robusto, com os pedidos de seguro-desemprego permanecendo em níveis historicamente baixos”, disse em comunicado o economista-chefe do Departamento do Trabalho. “Isso indica que as demissões são raras e a confiança dos empregadores segue firme.”
Impacto na política monetária do Fed
Os dados de emprego são monitorados de perto pelo Federal Reserve (Fed) na definição da taxa de juros. Com o mercado de trabalho apertado, há menos pressão para cortes emergenciais. O número de pedidos contínuos, que mede o total de pessoas recebendo benefícios, caiu para 1,84 milhão na semana de 18 de julho, ante 1,88 milhão revisado.
Os números reforçam a narrativa de que a economia dos EUA está evitando uma recessão, apesar das altas taxas de juros. O consumo segue forte e o setor de serviços continua contratando, especialmente em áreas como saúde e tecnologia.
Comparação histórica e setores em destaque
Em relação ao mesmo período de 2025, os pedidos caíram 12%, indicando melhora ano a ano. Os setores com maiores reduções de demissões incluem manufatura, construção e varejo. Apenas o setor de tecnologia registrou leve aumento sazonal, mas ainda abaixo da média. Segundo o Departamento do Trabalho, os estados com maiores quedas foram Califórnia, Texas e Flórida.
“A resiliência do mercado de trabalho é um pilar para a economia global, e os números de hoje reforçam essa visão”, acrescentou o economista. A próxima leitura será divulgada na quinta-feira seguinte, em meio a expectativas de manutenção do quadro positivo.



