Herança de meio bilhão de Epstein pode ir para namorada
Herança de meio bilhão de Epstein pode ir para namorada

A herança de Jeffrey Epstein, o financista americano que morreu enquanto aguardava julgamento por crimes sexuais, pode ter um novo e inesperado destino. De acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ), parte do espólio estimado em mais de meio bilhão de reais pode ser destinada à namorada Karyna Shuliak, que manteve um relacionamento de quase oito anos com o magnata.

Karyna, que é dentista, foi apresentada em uma imagem oficial do DOJ ao lado de Epstein. A legenda da foto a identifica como doutora e confirma que ela teve um longo vínculo amoroso com o criminoso. Durante o período em que estiveram juntos, Epstein teria financiado os estudos de odontologia da jovem nos Estados Unidos e ainda ajudado no processo para obtenção do green card, documento que garante residência permanente no país.

Quem é Karyna Shuliak

Karyna Shuliak é uma profissional da área de odontologia que mora nos EUA. Pouco se sabe sobre sua vida antes do relacionamento com Epstein, mas o caso ganhou repercussão após a divulgação de documentos e imagens pelo Departamento de Justiça. A relação com o financista durou aproximadamente oito anos, o que indica que o casal conviveu até perto da morte de Epstein, em agosto de 2019.

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O financista, que era conhecido por seu círculo de relações com personalidades do mundo político e empresarial, foi preso e acusado de tráfico de menores e de integração de rede de exploração sexual. Ele foi encontrado morto em sua cela na cidade de Nova York, em um caso que gerou ampla repercussão e inúmeras teorias.

O relacionamento com o magnata

O vínculo entre Karyna e Epstein não era de conhecimento público até a divulgação do material. De acordo com as informações que acompanham a imagem, além de bancar a faculdade, Epstein teria atuado de forma decisiva para que a namorada obtivesse o green card, um dos documentos mais disputados por imigrantes nos Estados Unidos.

O relacionamento de quase oito anos indica que Karyna esteve ao lado de Epstein em um período que inclui a primeira condenação do financista, em 2008, na Flórida, e também os anos em que ele circulou entre eventos de alto escalão. A proximidade com o magnata teria garantido a ela não apenas estabilidade financeira, mas também acesso a uma rede de contatos que poucos imigrantes conseguem alcançar.

O que diz a Justiça sobre a herança

A possibilidade de a herança ser destinada a Karyna Shuliak ainda depende de trâmites legais. O processo de inventário de Epstein envolve um montante milionário e também a necessidade de pagamento de indenizações às vítimas dos crimes cometidos por ele. A Justiça americana precisa equilibrar as reivindicações das vítimas e de eventuais herdeiros.

A imagem divulgada pelo DOJ, que mostra a doutora Karyna Shuliak e o criminoso sexual Jeffrey Epstein, serve como um dos elementos que podem embasar a reivindicação dela. A publicação do órgão federal reforça que o relacionamento existia e que o financista teve um papel importante na vida pessoal e profissional da jovem.

Entenda o caso Epstein

Jeffrey Epstein foi um dos financiadores mais controversos dos Estados Unidos. Ele construiu uma fortuna bilionária ao longo das décadas e foi julgado em 2008 por conduta sexual imprópria com menores. O acordo judicial da época é considerado por muitos como demasiadamente brando, e o caso voltou ao centro das atenções em 2019, quando Epstein foi preso novamente sob acusações de tráfico sexual.

Pouco depois da nova prisão, Epstein foi encontrado morto em sua cela. A causa da morte foi confirmada como suicídio, mas o episódio gerou desconfiança e especulações até hoje. Com sua morte, o processo criminal foi arquivado, mas as vítimas continuaram a buscar reparação na esfera civil, movendo ações contra o espólio.

Impacto da herança

Caso a Justiça reconheça o direito de Karyna, parte dos bens de Epstein, avaliados em mais de R$ 500 milhões, sairá do espólio para a ex-namorada. Esse valor poderia ser usado para compensar as vítimas, que ainda aguardam o desfecho de ações civis e criminais contra o espólio.

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Até o momento, não há decisão final. O caso segue em análise, e a expectativa é de que novas audiências definam os próximos passos. A história, que mistura dinheiro, poder e crimes sexuais, continua sendo um dos capítulos mais sombrios da elite americana.