Futebol ultrapassa beisebol em popularidade nos EUA, aponta pesquisa
Futebol supera beisebol em popularidade nos EUA

O futebol cresce na América do Norte, que se prepara para receber a Copa do Mundo de 2026. Os Estados Unidos, principal sede do torneio, veem o esporte ganhar espaço até mesmo de modalidades tradicionais como o beisebol. Em campo, a vitória convincente sobre o Paraguai ilustra um país que não mais ignora o “soccer”.

Pesquisa revela mudança de preferência

Uma pesquisa da Ampere Analysis, divulgada pela The Economist em novembro de 2025, apontou que o futebol ultrapassou o beisebol em popularidade entre os americanos, ficando atrás apenas do futebol americano e do basquete. A métrica foi baseada na pergunta sobre qual é o esporte favorito de cada entrevistado.

O futebol americano lidera com 36% das preferências, seguido pelo basquete com 17%. O futebol aparece com 10%, um ponto percentual a mais que o beisebol, que registrou 9%. Hóquei no gelo, tênis, boxe/MMA e golfe completam a lista com percentuais menores.

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Beisebol ainda tem destaque na mídia

Apesar da ultrapassagem na preferência popular, o beisebol ainda mantém forte presença na mídia esportiva. Durante a Copa do Mundo, a MLB (Major League Baseball) continua tendo mais destaque em canais como a CBS Sports do que o futebol. A NFL, em pausa, recebe menos atenção, enquanto a NBA foi o principal foco durante as finais entre New York Knicks e San Antonio Spurs.

Torcedores no estádio de beisebol

O Estadão esteve no entorno do Minute Maid Park, estádio do Houston Astros, quando o time perdeu para o Detroit Tigers. O público registrado foi de 26.632 pessoas. Entre os torcedores, alguns estavam em Houston para a Copa do Mundo e incluíram o beisebol no roteiro.

O curaçauense Edgar Zimermann, que havia assistido à goleada de sua seleção para a Alemanha no dia anterior, contou: “Nasci em um bairro de futebol, de onde a maioria dos jogadores da seleção de Curaçao provêm, mas joguei beisebol. Tenho paixão pelo futebol”. Ele está na sua quinta Copa do Mundo.

O americano Rick Rutledge, nascido e criado em Houston, é torcedor dos Astros desde sempre. Ele admite não ser fã de futebol, mas brinca: “Quando há Copa do Mundo, se você estiver com uma camisa dos EUA, não importa se é xadrez, competição culinária ou concurso de piadas, eu estou dentro”. Ele disse que se surpreendeu com o empate do Brasil com Marrocos.

Jovens mais receptivos ao futebol

Os jovens mostraram-se ainda mais abertos ao futebol. Os irmãos Elliot e Oliver Dolly, de 15 e 17 anos, respectivamente, disseram acompanhar o esporte. Oliver citou Cristiano Ronaldo e Messi como ídolos, enquanto Elliot jogava futebol no Ensino Fundamental e torce para Portugal além dos EUA.

O mexicano Javier González levou o filho Diego, de 11 anos, ao jogo dos Astros. “Beisebol é o segundo esporte mais popular do México. Temos uma liga de beisebol, e os Astros são bem conhecidos por lá”, disse Javier, que nomeou o filho em homenagem a Maradona. Diego, questionado sobre sua preferência, respondeu sorrindo: “futebol”.

Até mesmo quem não acompanha futebol está antenado. Laura Rodríguez disse: “Não sou grande fã. Sei que a Copa é como o Super Bowl do futebol, dura algumas semanas e torço para o México”. Jackie Santo prefere o futebol feminino, mais popular nos EUA, e acompanha “se estiver passando na TV”.

Com jogos do mesmo time de beisebol em dias consecutivos, a repercussão se renova diariamente. Após a derrota para os Tigers, os Astros venceram as duas partidas seguintes por 4 a 2.

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