O governo do presidente Donald Trump anunciou novas regras que restringem os prazos de validade de vistos para estudantes estrangeiros e jornalistas. As medidas, publicadas pelo Departamento de Segurança Interna (DHS), entram em vigor em 60 dias após a publicação no Diário Oficial Federal e estão sujeitas à análise do Congresso.
Mudanças nos prazos de vistos
De acordo com o DHS, os vistos de estudante (categoria F-1) e de intercâmbio (J-1) terão duração limitada a um período máximo de quatro anos, com possibilidade de renovação. Anteriormente, esses vistos podiam ser concedidos por tempo indeterminado, desde que o titular mantivesse status regular. Já os vistos para jornalistas (categoria I) serão válidos por até 90 dias, com possibilidade de extensão por mais 90 dias mediante justificativa.
A nova regra também estabelece que estudantes de países considerados de alto risco, como China, Irã e Rússia, terão prazos ainda mais curtos: dois anos para vistos F-1 e J-1. O DHS justificou a medida como forma de "mitigar riscos de segurança nacional e garantir que os visitantes cumpram os propósitos de sua estadia".
Impacto e reações
As mudanças afetam diretamente milhares de estrangeiros que estudam ou trabalham como jornalistas nos EUA. Segundo dados do Instituto de Educação Internacional, mais de 1 milhão de estudantes internacionais estavam matriculados em instituições americanas em 2025. A Associação Nacional de Jornalistas Estrangeiros criticou a medida, afirmando que "restringir vistos de jornalistas prejudica a liberdade de imprensa e a cobertura internacional".
O governo Trump argumenta que as regras anteriores permitiam que estrangeiros permanecessem no país por longos períodos sem supervisão adequada. "Estamos fechando brechas que permitiam abusos do sistema de vistos", disse um porta-voz do DHS em comunicado. "Essas mudanças garantem que os vistos sejam usados para os fins pretendidos e não como porta de entrada para permanência indefinida."
Próximos passos
As regras entrarão em vigor 60 dias após a publicação no Diário Oficial, prevista para os próximos dias. Durante esse período, o Congresso poderá revisar as medidas e, se houver oposição, tentar bloqueá-las por meio de resolução conjunta. Especialistas em imigração preveem desafios legais, alegando que as restrições violam o devido processo legal e tratados internacionais.



