Em uma reunião histórica em Washington, representantes dos Estados Unidos, Líbano e Israel assinaram um acordo trilateral que estabelece as bases para um futuro tratado de paz entre Beirute e Tel Aviv. O pacto, mediado pela administração americana, prevê um programa-piloto no qual Israel cederá o controle de áreas estratégicas no sul do Líbano ao Exército Libanês, como parte de um esforço para garantir segurança duradoura na região.
Detalhes do acordo e reações
O acordo exclui explicitamente qualquer influência do Irã e do Hezbollah, grupo libanês apoiado por Teerã. Segundo o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, as tropas israelenses permanecerão em território libanês até que o desarmamento completo do Hezbollah seja verificado. "Não deixaremos o Líbano enquanto o Hezbollah não estiver desarmado", afirmou Netanyahu durante a cerimônia de assinatura.
Impacto regional e próximos passos
O pacto é visto como um passo crucial para reduzir tensões na fronteira entre Israel e Líbano, onde confrontos frequentes ocorreram nos últimos anos. O programa-piloto deve começar nos próximos meses, com a retirada gradual de forças israelenses de áreas especificadas e o reforço da presença do Exército Libanês. A comunidade internacional, incluindo a ONU, saudou o acordo como uma oportunidade para estabilidade no Oriente Médio.
De acordo com fontes diplomáticas, o tratado de paz final poderá ser negociado dentro de dois anos, dependendo do sucesso do programa-piloto e do cumprimento das condições de segurança. O governo libanês, por sua vez, comprometeu-se a impedir que grupos armados operem a partir de seu território contra Israel.



