Uma onda de calor perigosa e prolongada atinge boa parte do centro-sul e do leste dos Estados Unidos, afetando cidades que recebem partidas da Copa do Mundo nos próximos dias. Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA (NWS), o calor extremo deve persistir entre sexta-feira (3) e o feriado de 4 de julho.
Temperaturas e sensação térmica
As temperaturas podem variar de 35°C a 40°C e, combinadas à alta umidade, podem elevar a sensação térmica para entre 38°C e 46°C em cidades do Meio-Oeste, do Vale do Mississippi e da costa leste. O NWS classificou o risco à saúde como "alto" a "extremo" — os dois níveis mais altos de uma escala de quatro graus — em uma faixa que vai de Chicago e Kansas City até Boston, passando por Washington, Nova York e Filadélfia.
Falta de alívio noturno
Um agravante, segundo o alerta, é que as temperaturas mínimas devem ficar entre 21°C e 27°C durante a madrugada, o que impede qualquer alívio no período da noite e torna o desgaste do corpo ainda maior ao longo dos dias seguidos de calor. O calor extremo é provocado por um "domo de calor", área de alta pressão que mantém o ar quente preso perto do solo.
Previsão para as cidades-sede
Nesta sexta-feira (3), a previsão indica máximas de 33°C em Miami, onde jogam Argentina e Cabo Verde; 38°C em Dallas, sede de Austrália x Egito; e 34°C em Kansas City, onde se enfrentam Colômbia e Gana. No sábado (4), as máximas previstas são de 35°C em Houston, palco de Canadá x Marrocos, e 38°C em Filadélfia, onde jogam Paraguai e França. A cidade decretou emergência de saúde pública e reduziu o horário da fan fest. No domingo (5), Brasil e Noruega se enfrentam em East Rutherford, na região de Nova York, onde a máxima prevista é de 33°C.
Recordes históricos
A previsão indica ainda que o feriado de 4 de julho pode ser o mais quente já registrado em Washington. A capital americana chegou a quase 39°C e igualou uma marca que não se repetia desde 1898. Em Nova York, os termômetros alcançaram 38°C no Central Park pela primeira vez em 12 anos. Ao longo desta semana, mais de 160 milhões de pessoas estiveram em áreas classificadas com risco "alto" ou "extremo" de calor, segundo o NWS.



