O crescimento econômico da zona do euro pode mais uma vez se mostrar mais resiliente a um choque do que os economistas preveem, dando continuidade ao seu histórico recente de superar as expectativas pessimistas, afirmou nesta terça-feira o vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Boris Vujcic.
Resiliência diante de choques de oferta
“Vemos que o crescimento, no momento, está se mostrando relativamente resiliente, considerando o terceiro choque de oferta que observamos nos últimos seis anos”, disse Vujcic em um fórum de negócios em Londres, quando questionado sobre o impacto dos preços altos da energia e da guerra no Irã.
“O crescimento tem se mostrado, eu diria, mais resiliente do que as pessoas costumavam pensar no início de todos esses choques de oferta.”
Contexto econômico
A declaração de Vujcic ocorre em meio a preocupações com a inflação e a desaceleração econômica global. A zona do euro enfrentou múltiplos choques nos últimos anos, incluindo a pandemia de COVID-19, a crise energética e as tensões geopolíticas. Apesar disso, o PIB da região tem mostrado capacidade de adaptação, surpreendendo analistas que esperavam contração mais severa.
O BCE tem elevado as taxas de juros para conter a inflação, mas Vujcic sugere que o crescimento pode continuar robusto. A guerra no Irã e os altos preços da energia são fatores que ainda pressionam a economia, mas a resiliência observada até agora indica que a recuperação pode se sustentar.



