Tarifa efetiva dos EUA sobre Brasil será de 16,8%, a maior da AL, diz Goldman
Tarifa efetiva dos EUA sobre Brasil será de 16,8%, diz Goldman

O Goldman Sachs estima que a tarifa efetiva dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros atingirá 16,8%, a maior da América Latina, após o anúncio de aumento para 25% pelo presidente Donald Trump. O cálculo considera as isenções de parte dos produtos exportados do Brasil aos EUA, mas ainda assim posiciona o país no topo da região em termos de barreiras comerciais impostas pela Casa Branca.

Impacto sobre as exportações brasileiras

De acordo com o relatório do banco, a nova tarifa afetará 26% das importações brasileiras, o que corresponde a US$ 10,2 bilhões. O impacto é significativo para setores como siderurgia, alumínio, carne bovina e suco de laranja, que têm grande presença no mercado americano. O economista-chefe do Goldman Sachs para América Latina, Alberto Ramos, afirmou: “A tarifa efetiva de 16,8% coloca o Brasil em desvantagem competitiva na região, exigindo medidas de mitigação.”

Comparação com outros países

O estudo mostra que Peru, México e Argentina seguem com tarifas efetivas menores. O Peru, por exemplo, tem uma alíquota efetiva de 8,2%, enquanto o México fica em torno de 10%. A Argentina, apesar de tensões comerciais, registra 12,1%. O Brasil, portanto, é o mais penalizado entre os principais parceiros latino-americanos dos EUA.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Possíveis respostas do Brasil

O Goldman Sachs sugere que o Brasil ofereça crédito subsidiado aos exportadores impactados, como forma de amenizar os efeitos imediatos. Além disso, o banco considera possíveis retaliações comerciais, que poderiam incluir tarifas sobre produtos americanos como milho, trigo e aviões. No entanto, analistas apontam que uma guerra comercial pode prejudicar ainda mais as relações bilaterais.

Contexto da medida

O aumento das tarifas foi anunciado por Trump como parte de sua política de proteção à indústria americana. O Brasil, que já enfrentava barreiras para o aço e o alumínio, agora vê uma ampliação das taxas para outros setores. O governo brasileiro ainda não se pronunciou oficialmente sobre o relatório, mas deve buscar negociações diretas com Washington.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar