Tarifa dos EUA sobre Brasil só perde para China, aponta monitor
Tarifa dos EUA sobre Brasil só perde para China

Com o aumento das tarifas sobre produtos brasileiros anunciado na última quarta-feira (dia 15) pelo governo americano, as taxas efetivas cobradas pelos Estados Unidos sobre itens nacionais exportados para aquele país só serão superadas pela China no ranking de países tarifados. A estimativa é da iniciativa suíça Global Trade Alert, que monitora os acordos comerciais e as sobretaxas cobradas pelos EUA aos diversos países.

Tarifa média e isenções

A tarifa média soma a cobrança das tarifas sobre todos os produtos exportados aos EUA, incluindo os 2.100 itens que estão isentos, ou seja, têm essa tarifa zerada. No caso do Brasil, entram nessa lista o café, carnes, suco de laranja e peças aeroespaciais. Por isso, a tarifa média é menor do que os 25% definidos pelo governo americano.

Aumento da tarifa efetiva

Antes do anúncio da última quarta-feira, a tarifa média aplicada aos produtos brasileiros era de 11,7%. Agora, já considerando a aplicação da Seção 301, de 25% com algumas exceções a partir do próximo dia 22, a tarifa média estimada ao país sobe para 18,22%. Isso porque ainda está em vigor uma sobretaxa de 10% imposta pela Seção 122, que expira no próximo dia 25. “Assim, a arrecadação anual implícita com tarifas sobre produtos brasileiros passa de US$ 4,6 bilhões atualmente para US$ 7,2 bilhões durante o período de sobreposição, antes de recuar para US$ 5,7 bilhões”, diz estudo divulgado da Global Trade Alert.

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Impacto nas exportações

Segundo o monitor, dos US$ 39,6 bilhões em importações americanas de produtos brasileiros registradas em 2024, US$ 8,5 bilhões, ou cerca de 21%, estarão sujeitos à tarifa integral de 25%.

Tarifa efetiva temporária e ranking

Mas a tarifa efetiva média de 18,22% será cobrada por pouco tempo. Como a outra, de 10%, expira quatro dias depois do início da sobretaxa de 25%, no dia 25 de julho, a tarifa efetiva média sobre as exportações brasileiras aos EUA deve cair a 14,4% a partir do dia 26, estima o monitor. De acordo com uma planilha compartilhada pelo monitor, a tarifa efetiva de 18,22% coloca o país atrás apenas da China, que tem tarifa efetiva média de 26,7% sobre seus produtos destinados aos americanos. Se a tarifa efetiva cair para o nível de 14,4% após o dia 26, como estima o monitor, o Brasil figuraria na oitava posição do ranking, atrás de Turquia, Indonésia, Vietnã e Tailândia. Antes do anúncio do tarifaço de 25%, ocorrido na quarta-feira, o Brasil ocupava o 13º lugar do ranking, atrás da Itália, Alemanha, Coreia do Sul e Japão, com a China ainda líder.

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