EUA: tarifa de 25% atinge 18% das exportações brasileiras, diz ministro
Tarifa dos EUA atinge 18% das exportações do Brasil

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta quinta-feira, 16, que a nova tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos deverá atingir cerca de 18% das exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano, o equivalente a US$ 7,4 bilhões, considerando os embarques registrados em 2024.

Segundo ele, se considerada a pauta exportadora de 2025, a participação dos setores alcançados pela medida cai para 15% das vendas aos Estados Unidos, correspondendo a US$ 5,8 bilhões. “Nós vamos ter cerca de 18% das nossas exportações para os EUA atingidas, o que corresponde a US$ 7,4 bilhões de dólares. Isso levando em conta o ano de 2024, antes, portanto, do início do tarifaço. Se considerarmos 2025, a participação desses setores atingidos por esse tarifaço indevido, 4,8% ou US$ 5,8 bilhões”, declarou o ministro durante entrevista coletiva.

Vigência da tarifa e setores afetados

A nova tarifa entra em vigor no dia 22 de julho. Para mercadorias em trânsito, o prazo se estende até 29 de julho: “aquilo que foi desembaraçado dia 29 de julho, até lá não tem a aplicação desses 25%”, explicou Márcio Elias.

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O ministro afirmou que o governo federal dará prioridade ao atendimento dos setores mais afetados pela medida, entre eles madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis, produtos cerâmicos, calçados e açúcar.

Determinação de Lula e ações do governo

Márcio Elias disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou que o apoio a esses segmentos seja a principal prioridade do governo neste momento. Entre as ações previstas estão medidas de incentivo à diversificação de mercados para as empresas exportadoras.

Além de Márcio Elias, participam da coletiva o vice-presidente da República Geraldo Alckmin; o ministro da Fazenda, Dario Durigan; o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo; o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira; e o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco. A coletiva ocorre na sede do MDIC, em Brasília.

Reações políticas

O anúncio gerou reações políticas. O senador Flávio Bolsonaro e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, criticaram o presidente Lula, enquanto Lula atribuiu a ação dos EUA à família Bolsonaro. O banqueiro central Gabriel Galípolo afirmou que a argumentação utilizada pelo governo americano “faz pouco sentido” e que os argumentos contra o Pix seriam “desculpas para criar uma lógica para a tarifa”.

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