Se tarifaço dos EUA se confirmar, é ‘provável’ novo processo para discutir reciprocidade, diz ministro
Se tarifaço dos EUA se confirmar, é ‘provável’ novo processo para discutir reciprocidade

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira que, caso os Estados Unidos confirmem a imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, é ‘provável’ que o Brasil retome o processo para discutir reciprocidade comercial. A declaração foi dada durante entrevista coletiva em Brasília.

Possível retaliação baseada na Lei de Reciprocidade

Durigan explicou que o governo brasileiro poderá recorrer à Lei de Reciprocidade Econômica, sancionada em 2024, que permite ao país adotar medidas equivalentes contra nações que imponham barreiras comerciais desleais. “Se o tarifaço se confirmar, é provável que o Executivo inicie novo processo para discutir reciprocidade”, disse o ministro.

A decisão norte-americana pode ser anunciada já nesta quarta-feira, 15 de julho. O governo brasileiro acompanha o desenrolar das negociações e já prepara cenários de resposta.

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Proteção a setores afetados

O ministro também não descartou a edição de uma nova Medida Provisória (MP) para socorrer setores da economia que venham a ser prejudicados pelas tarifas. “Estamos abertos a dialogar com os setores afetados e avaliar medidas de apoio”, afirmou Durigan.

Entre os segmentos mais expostos estão o agronegócio, a indústria siderúrgica e o setor de manufaturados. Segundo dados do Ministério da Economia, as exportações brasileiras para os EUA somaram US$ 35 bilhões em 2025, e uma tarifa de 25% poderia reduzir significativamente esse fluxo.

Contexto das negociações

As tarifas anunciadas pelo governo Trump fazem parte de uma escalada protecionista que afeta diversos países. O Brasil busca uma solução diplomática, mas não descarta medidas recíprocas. A Lei de Reciprocidade já foi utilizada anteriormente em disputas com a União Europeia e a China.

Durigan enfatizou que o governo prioriza o diálogo, mas não abrirá mão de proteger as empresas brasileiras. “Vamos defender nossos interesses comerciais com firmeza, dentro das regras da OMC”, concluiu.

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