Riqueza global acelera e atinge maior crescimento desde 2017
A riqueza pessoal global registrou um avanço de 10,8% em 2025, o ritmo mais acelerado desde 2017, de acordo com o Relatório Anual sobre Riqueza Global do UBS, divulgado nesta terça-feira (30). O resultado representa uma forte aceleração em relação aos aumentos de 4,6% em 2024 e 4,2% em 2023. O estudo analisou 56 mercados que, segundo o banco suíço, concentram mais de 92% da riqueza mundial.
Valorização de ativos impulsiona patrimônio
Segundo o UBS, o desempenho foi impulsionado principalmente pela valorização dos mercados financeiros e pelo aumento do valor de diferentes classes de ativos. A desvalorização do dólar frente a outras moedas ao longo do ano também contribuiu para elevar, em dólares, o patrimônio registrado em diversos países. O banco afirma que a riqueza cresceu em todos os mercados analisados, embora em ritmos diferentes.
Quase 1 milhão de novos milionários
Esse movimento levou à criação de quase 1 milhão de novos milionários em dólares em 2025, elevando o total ao maior nível já registrado pelo levantamento. Os Estados Unidos responderam por mais de 440 mil desses novos milionários, o equivalente a quase metade do crescimento global.
Concentração de riqueza aumenta
Apesar da expansão da riqueza, o relatório aponta que os ganhos não foram distribuídos de forma homogênea. Enquanto a riqueza média avançou em diversos mercados, a riqueza mediana recuou na maior parte dos países analisados, indicando um aumento da concentração de patrimônio. O levantamento também mostra que o número de bilionários atingiu um novo recorde. Em um ano, a população global desse grupo cresceu 13,1%, chegando a 3.302 pessoas, enquanto o patrimônio acumulado pelos bilionários aumentou 25% até abril de 2026, acima do crescimento observado para a riqueza global.
Super-ricos concentram fortunas
Atualmente, existem 19 pessoas com patrimônio superior a US$ 100 bilhões, das quais 15 vivem nos Estados Unidos. Outras 18 possuem fortunas entre US$ 50 bilhões e US$ 100 bilhões, segundo o UBS.



