Arrecadação recorde de royalties no primeiro semestre
A Receita Federal registrou um aumento de 12% na arrecadação de royalties no primeiro semestre de 2026, totalizando R$ 3,2 bilhões, em comparação com os R$ 2,86 bilhões do mesmo período de 2025. O crescimento foi puxado principalmente pelos setores de mineração e petróleo, que juntos representam mais de 80% do total arrecadado.
Mineração e petróleo lideram alta
Segundo dados divulgados nesta terça-feira (21) pela Receita, os royalties da mineração cresceram 15%, para R$ 1,8 bilhão, enquanto os do petróleo avançaram 9%, para R$ 1,1 bilhão. O coordenador de Estudos Tributários da Receita, Carlos Alberto de Souza, afirmou que "o desempenho reflete a recuperação dos preços das commodities e o aumento da produção em campos maduros".
Os royalties são compensações financeiras pagas por empresas que exploram recursos naturais não renováveis, como minérios e hidrocarbonetos. A arrecadação é distribuída entre estados e municípios produtores, além de fundos setoriais.
Impacto nos estados e municípios
O aumento da arrecadação beneficia diretamente as regiões produtoras. Minas Gerais, maior estado minerador, recebeu R$ 720 milhões em royalties no primeiro semestre, alta de 14% ante 2025. Já o Rio de Janeiro, principal produtor de petróleo, arrecadou R$ 480 milhões, crescimento de 10%. O secretário de Fazenda de Minas Gerais, João Paulo Ribeiro, destacou que "os recursos extras ajudam a financiar investimentos em infraestrutura e educação".
No total, a arrecadação com royalties de mineração e petróleo somou R$ 2,9 bilhões, respondendo por 90,6% do total. Os demais setores, como gás natural e recursos hídricos, contribuíram com R$ 300 milhões.
Perspectivas para o segundo semestre
A Receita projeta que a arrecadação continue crescendo no segundo semestre, impulsionada pela manutenção dos preços das commodities e pela entrada em operação de novos projetos de mineração. No entanto, a volatilidade do mercado internacional e as incertezas econômicas podem influenciar o desempenho. "Estamos otimistas, mas cautelosos", afirmou Souza.
Os dados completos da arrecadação de royalties serão divulgados no relatório mensal da Receita, previsto para agosto.



