O Brasil foi novamente alvo de uma tarifa de 12,5% sobre suas exportações, que passa a valer a partir de hoje. A medida, anunciada pelo governo dos Estados Unidos, atinge uma ampla gama de produtos brasileiros, gerando preocupação no setor produtivo e no governo federal.
O que motivou a nova tarifa?
De acordo com fontes oficiais, a tarifa foi imposta sob a alegação de práticas comerciais desleais, incluindo subsídios e barreiras não tarifárias que prejudicam a indústria americana. O Brasil, por sua vez, nega as acusações e promete recorrer a organismos internacionais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC).
Setores mais afetados
Os setores mais impactados pela tarifa de 12,5% incluem siderurgia, alumínio, calçados, têxteis e produtos agrícolas processados. Estima-se que as exportações brasileiras para os EUA nesses segmentos somam cerca de US$ 5 bilhões anuais. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) já manifestou preocupação, afirmando que a medida pode levar à perda de milhares de empregos.
Reação do governo brasileiro
O Ministério da Economia divulgou nota repudiando a tarifa e afirmando que buscará diálogo com as autoridades americanas. O ministro da Economia, Paulo Guedes, classificou a medida como 'protecionista e injustificada'. O Itamaraty também informou que estuda acionar a OMC e que pode adotar medidas retaliatórias.
Impacto na economia
Economistas avaliam que a tarifa pode reduzir o PIB brasileiro em até 0,2% neste ano, além de pressionar a inflação e o câmbio. O setor exportador, que já enfrenta desafios com a desaceleração global, será o mais prejudicado. A expectativa é de que as negociações bilaterais se intensifiquem nas próximas semanas para evitar uma escalada comercial.



