O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos registrou alta anualizada de 1,5% no primeiro trimestre de 2026, resultado abaixo das expectativas do mercado, que projetava crescimento maior. O dado foi divulgado nesta quinta-feira e reforça a desaceleração da maior economia do mundo, com impacto direto sobre o cenário global de juros e câmbio.
Inflação nos EUA e impacto nos mercados
O núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE) subiu 0,1% em junho, levemente abaixo do esperado. O indicador é o preferido do Federal Reserve (Fed) para calibrar a política monetária. A leitura mais branda dá margem para que o banco central americano interrompa o ciclo de alta de juros, o que pode aliviar a pressão sobre ativos de risco, inclusive brasileiros. Analistas do Morgan Stanley apontam que há alívio para ações do Brasil após a decisão do Fed, mas alertam que o “limbo” econômico ainda não acabou.
IGP-M aprofunda queda em julho
No Brasil, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) aprofundou a queda em julho, puxado principalmente pela desaceleração nos preços de matérias-primas e produtos agrícolas. O índice é referência para contratos de aluguel e tarifas de energia. A queda consecutiva alivia a inflação ao produtor, mas ainda preocupa setores que dependem de reajustes.
Política: pesquisas Quaest e declarações de Lula
No cenário político, a pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira mostra Ciro Gomes (PDT) na liderança na disputa pelo governo do Ceará, tanto no primeiro quanto no segundo turno, contra o atual governador Elmano de Freitas (PT). No Rio Grande do Sul, Juliana Brizola (PDT) aparece empatada com o candidato Zucco (PL) em um eventual segundo turno. Em Goiás, Daniel Vilela (MDB) lidera as intenções de voto nos dois turnos.
O presidente Lula, em evento, afirmou: “Se eu e Alckmin errarmos agora, o acerto foi tão grande que não perderemos a eleição”. A declaração ocorre em meio às articulações para 2026, com governadores que antes buscavam alianças com Bolsonaro agora se aproximando do governo federal.
Empresas: Ambev e Usiminas divulgam resultados
No mercado corporativo, a Ambev frustrou as projeções do segundo trimestre, apesar de apresentar lucro forte. A ação da companhia registrou queda no pregão. Já a Usiminas entregou resultados em linha com o esperado, mas os papéis caíram fortemente devido a sinais negativos para os próximos meses, como a queda do minério de ferro na China, que atingiu mínima de um ano, pressionada pelas perdas das siderúrgicas chinesas.
Mercado de ações e dólar
O Ibovespa operava em queda nesta quinta-feira, acompanhando o exterior e a aversão ao risco. O dólar, por sua vez, caía ante o real, influenciado pelo cenário externo e pelos dados americanos mais fracos. A moeda brasileira se beneficiou do fluxo de capital estrangeiro em busca de juros altos.
Mundo: Argentina, Irã e Rússia
No cenário internacional, o chanceler argentino afirmou que “não há chance” de rompimento com o Brasil, apesar das diferenças políticas entre os governos. O Irã atacou bases americanas no Iraque, com a Arábia Saudita se juntando aos EUA nos ataques. Já a Rússia acusou o fundador do Telegram de apoiar o terrorismo, mas o empresário reagiu negando as acusações.
Outros destaques
O tráfego aéreo doméstico do Brasil cresceu em junho, destoando da retração global. No setor de tecnologia, o New York Times reporta que empresas de inteligência artificial estão recrutando eletricistas e carpinteiros para construir data centers. A Receita Federal realiza leilão eletrônico com iPhones, notebooks e carros com descontos. E a Natural One avalia opções estratégicas, incluindo uma possível venda, segundo fontes.



