O petróleo WTI saltou e superou a marca de US$ 80 o barril nesta terça-feira, impulsionado pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. O movimento ocorre após o presidente Donald Trump enviar ao Congresso uma notificação formal de que o conflito com o Irã foi retomado, enquanto o país persa atacou navios no Estreito de Ormuz, deixando um morto e oito feridos, segundo autoridades dos Emirados Árabes Unidos.
Contexto geopolítico aquece o mercado
A alta do petróleo reflete o temor de uma interrupção no fornecimento da região do Golfo Pérsico, por onde passa cerca de um quinto do consumo global de petróleo. O Irã, segundo maior produtor da Opep, tem sido alvo de sanções renovadas e ameaças militares. Trump declarou que os EUA vão destruir a Montanha Pickaxe no Irã, em referência a uma instalação nuclear, e pediu que o país se prepare. Em contrapartida, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil não quer guerra, mas que as Forças Armadas estão preparadas para defender a soberania nacional.
Impacto nos mercados financeiros
O salto do petróleo pressiona as bolsas asiáticas e europeias, enquanto o Ibovespa opera volátil. O dólar comercial também sobe ante o real, refletindo a aversão ao risco. Analistas do Bank of America alertaram investidores otimistas em ações dos EUA para reduzirem compras agressivas, citando a incerteza geopolítica. O JPMorgan superou projeções no segundo trimestre, mas seu CEO Jamie Dimon alertou para os riscos geopolíticos e inflacionários.
Reações e perspectivas
O mercado de petróleo deve continuar volátil enquanto não houver sinais de desescalada. A BP afirmou que vê maiores ganhos com petróleo em meio à guerra elevando a volatilidade. Especialistas recomendam cautela em ativos de risco e apontam oportunidades em renda fixa atrelada ao CDI, que já oferece prêmios de até CDI+5%.



